O PT anunciou que vai protocolar, nesta terça-feira (30), duas ações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o Partido Liberal (PL) com base em uma carta enviada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Segundo o partido, o conteúdo do documento indicaria uma suposta subordinação aos interesses do governo norte-americano e desrespeito à soberania brasileira.
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que vai protocolar, na terça-feira (30), duas ações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o Partido Liberal (PL) com base em uma carta enviada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Segundo o partido, o conteúdo do documento indicaria uma suposta subordinação aos interesses do governo norte-americano e desrespeito à soberania brasileira.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. (Reprodução / Gage Skidmore)
As medidas serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que deverão analisar os pedidos apresentados pela legenda.
PT pede abertura de inquérito contra Flávio
Na representação destinada à PGR, o PT solicita a instauração de um inquérito criminal para investigar Flávio Bolsonaro. O partido sustenta que o senador teria oferecido aos Estados Unidos uma equipe de transição, caso seja eleito presidente da República, para acelerar futuras negociações comerciais entre os dois países. Para a legenda, a promessa configuraria uma possível interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
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Segundo o PT, a conduta pode caracterizar crimes como corrupção passiva, violação de sigilo funcional e entrega de informações confidenciais a governo estrangeiro. A representação também pede que seja apurado se o parlamentar buscou apoio externo para uma eventual campanha eleitoral, hipótese vedada pela legislação brasileira.
Partido também quer investigação contra o PL
Em outra frente, o PT apresentou uma notícia de fato ao Ministério Público Eleitoral contra o Partido Liberal. A legenda afirma que o PL estaria subordinado ao governo dos Estados Unidos, situação que, segundo o partido, violaria a Lei dos Partidos Políticos. O documento cita a carta enviada por Marco Rubio e argumenta que o reconhecimento da oferta de uma equipe de transição representaria uma tentativa de influência nas eleições brasileiras.
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Representação cita viagens e atuação política
Além da carta, o PT menciona viagens não oficiais de integrantes do PL a Washington, o alinhamento da sigla com posições da política externa norte-americana e a atuação parlamentar em defesa de interesses dos Estados Unidos.
A representação também faz referência à condenação de Eduardo Bolsonaro por lobby externo contra autoridades brasileiras e afirma que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apoiaria o alinhamento da legenda com Washington, além de adotar medidas internas contra parlamentares críticos dessa aproximação.
Ao final, o PT pede que o Ministério Público Eleitoral investigue os fatos e, caso entenda haver irregularidades, proponha ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a aplicação das sanções previstas na legislação.
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