O recuo da bancada do PT no Senado inviabilizou a derrubada do veto de Lula ao projeto que criava 18 novas vagas na Câmara, ampliando de 513 para 531 deputados. A medida, aprovada em junho, buscava evitar perda de cadeiras após o Censo de 2022, mas é rejeitada por 76% da população. Sem os cinco votos petistas, o Senado não atinge os 41 necessários para rejeitar o veto, garantindo sua manutenção.

PT recua e inviabiliza derrubada de veto de Lula a aumento de deputados

O recuo da bancada do PT no Senado inviabilizou a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que ampliava em 18 o número de deputados federais. A medida havia sido aprovada em junho, mas dependia de 41 votos no Senado para entrar em vigor — número que só foi alcançado porque cinco petistas votaram a favor.

Com a mudança de posição, o placar cairia para 36 votos, abaixo do mínimo necessário. O veto de Lula atendeu a críticas populares — 76% rejeitam a proposta, segundo o Datafolha — e contrariou parte da articulação política do governo, que temia retaliações da Câmara.

O projeto buscava evitar que estados perdessem cadeiras após a redistribuição proporcional ao Censo de 2022, criando vagas extras para contemplar os que teriam direito a mais representantes sem prejudicar outros.

Segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a bancada seguirá unida em apoio ao presidente: “Vamos orientar a favor da manutenção do veto de Lula”.

Sem os votos petistas, a derrubada do veto só ocorreria em caso de adesão em massa de senadores que se ausentaram da votação anterior, cenário considerado improvável.

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