Putin afirmou que considera “inútil” assinar qualquer acordo com Zelensky, a quem chama de ilegítimo, e disse que um tratado de paz só será possível com outra liderança ucraniana. Ele também comentou o plano de paz de Donald Trump, que prevê o reconhecimento internacional das áreas ocupadas pela Rússia e garantias de segurança à Ucrânia.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (27) que considera “inútil” assinar qualquer documento com o atual líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a quem classificou como ilegítimo. Durante coletiva de imprensa, o chefe do Kremlin voltou a colocar em dúvida a validade do governo ucraniano e disse que o cenário político do país impede o avanço de negociações para o fim da guerra.
“Assinar documentos com a liderança ucraniana é inútil. Já falei sobre isso muitas vezes”, declarou. Putin voltou a acusar Zelensky de evitar a realização de eleições presidenciais ao manter o país sob lei marcial. Segundo ele, se os combates cessassem e a lei marcial fosse suspensa, o governo ucraniano seria obrigado a convocar eleições — processo no qual, segundo o russo, Zelensky não teria chance de vitória “sem fraude”.
Pela primeira vez, Putin também comentou o plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com o líder russo, muitos dos elementos propostos já haviam sido discutidos na cúpula do Alasca, quando houve avanços em concessões territoriais, mas as negociações estagnaram devido à rejeição da Ucrânia ao esboço apresentado.
O acordo incluiria o reconhecimento internacional da soberania russa sobre a Crimeia, o Donbass e outras áreas atualmente ocupadas, enquanto Kiev receberia garantias de segurança e a criação de zonas desmilitarizadas nas regiões das quais se retiraria.
“É claro que, em última análise, queremos chegar a um acordo com a Ucrânia. Mas, neste momento, é simplesmente impossível na prática e do ponto de vista legal”, disse Putin. “Que aqueles que podem e querem negociar com eles o façam. Precisamos que nossas decisões sejam reconhecidas internacionalmente pelos principais atores”, concluiu.
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