Felipe Ferreira, de 8 anos, teve a vida transformada após uma queda durante uma brincadeira em Teresina, que levou à descoberta de um tumor cerebral raro. Inicialmente sem sinais graves, ele passou por exames após apresentar dificuldade para mastigar, o que resultou no diagnóstico de glioma de alto grau. O tratamento foi realizado em São Paulo, onde os médicos optaram por uma abordagem menos invasiva, com implantação de válvula cerebral, sem necessidade de quimioterapia.
Os pais do menino Felipe Ferreira, de 8 anos, relembraram nas redes sociais um episódio marcante ocorrido há cerca de um ano, que acabou levando à descoberta de uma doença grave. O caso aconteceu em Teresina, após uma queda durante uma brincadeira com outras crianças.

Felipe Ferreira e seus pais (Reprodução/Redes Sociais)
De acordo com a mãe, Lízia Rachel Ferreira, o acidente ocorreu em uma quadra de vôlei na casa de amigos da família, em um dia chuvoso. Durante a brincadeira, o menino escorregou e acabou batendo o pescoço na rede, sendo arremessado para o outro lado. Apesar do impacto, ele apresentou apenas uma escoriação leve e não demonstrou sinais imediatos de gravidade.
Dificuldade ao mastigar
Inicialmente, Felipe foi avaliado por um médico que estava no local, que não identificou nada preocupante naquele momento. No entanto, no dia seguinte, a situação mudou quando o garoto começou a relatar dificuldade para mastigar, o que acendeu o alerta dos pais.
A criança foi então levada a um especialista, que observou a presença de sangue na região da garganta e levantou a suspeita de uma possível lesão mais séria. A partir disso, novos exames foram solicitados, levando a um diagnóstico inesperado: um glioma de alto grau, um tipo raro e agressivo de tumor cerebral.
Desde então, Felipe passou por cirurgia e segue em tratamento, com acompanhamento médico contínuo, uso de medicações e realização de terapias.
“Eu nunca vou esquecer a expressão do enfermeiro após o resultado do exame. Na hora, eu não achei que fosse algo grave. Todos me olhavam assustados. Lembro do médico pular da cadeira quando uma das médicas falou com ele, mas eu e meu esposo ainda acreditávamos que era só a fratura”, contou Lízia.
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“Já estávamos prontos para vender o que fosse necessário quando eles se ofereceram para ajudar. Equipes foram montadas para arrecadar o dinheiro. Foi ali que eu entendi o verdadeiro sentido de comunidade”, contou.

Lizia Rchael (Reprodução/Redes Sociais)
Tratamento em São Paulo
Durante o tratamento em São Paulo, o quadro clínico de Felipe Ferreira permitiu a adoção de uma abordagem menos agressiva. Como o menino não apresentava sintomas como convulsões ou dores intensas, a equipe médica optou por um procedimento mais conservador, com a implantação de uma válvula cerebral para auxiliar na drenagem e controle da pressão.
De acordo com especialistas do Hospital do GRAACC, apesar de o tumor ter sido inicialmente classificado como de alto grau, a evolução do caso tem sido mais lenta, com características semelhantes às de tumores menos agressivos. Essa avaliação, segundo a instituição, depende de acompanhamento contínuo e detalhado.
Com base nos resultados obtidos, Felipe não precisou ser submetido à quimioterapia. A cirurgia foi realizada no Hospital Santa Catarina, enquanto o tratamento oncológico segue sendo conduzido pelo GRAACC, onde o menino apresenta evolução considerada positiva pela equipe médica.
Ao longo de todo o processo, Felipe contou com companhias especiais que marcaram sua trajetória. Um urso de pelúcia, carinhosamente chamado de “Geraldo”, esteve ao seu lado em todos os momentos, chegando a usar uma faixa semelhante à do menino após a cirurgia.
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