A influenciadora digital Vanessa da Silva Oliveira (PL), conhecida nas redes sociais como “Negona do Bolsonaro”, foi citada pela Polícia Federal como uma das pessoas utilizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para burlar restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quem é a 'Negona do Bolsonaro', influenciadora citada pela PF em investigação contra o ex-presidente (Reprodução/Redes sociais)
Quem é a 'Negona do Bolsonaro', influenciadora citada pela PF em investigação contra o ex-presidente (Reprodução/Redes sociais)

A influenciadora digital Vanessa da Silva Oliveira (PL), conhecida nas redes sociais como “Negona do Bolsonaro”, foi citada pela Polícia Federal como uma das pessoas utilizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para burlar restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a investigação, no dia 3 de agosto, a suplente de vereadora do Rio de Janeiro usou suas redes sociais para divulgar mensagens enviadas por Bolsonaro em meio às manifestações que pediam anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.

Na ocasião, Bolsonaro encaminhou vídeos para Vanessa, afirmando: “De casa acompanhando. Obrigado a todos. Pela nossa liberdade. Jair Bolsonaro.” Poucos minutos depois, a influenciadora republicou o conteúdo no X (antigo Twitter), onde possui mais de 100 mil seguidores.

O ex-presidente estava proibido de comparecer a eventos políticos devido às medidas cautelares, que também incluíam restrições a publicações em redes sociais. Para a PF, o repasse do vídeo evidenciou a tentativa de “burlar as restrições impostas pelo STF”.

O mesmo conteúdo também foi publicado no Instagram de Vanessa, onde ela soma cerca de 136 mil seguidores. Apesar da citação, ela não é investigada pela Polícia Federal.

Quem é a “Negona do Bolsonaro”

Vanessa da Silva Oliveira, de 43 anos, é suplente de vereadora pelo PL no Rio de Janeiro. Na eleição de 2020, recebeu apenas 0,34% dos votos válidos e não se elegeu.

Durante a campanha, foi proibida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de utilizar o apelido “Negona do Bolsonaro”. Na época, um desembargador argumentou que o termo possuía conteúdo racista e preconceituoso. Vanessa reagiu: “Querem dizer que eu, uma mulher preta, sou racista contra mim mesma por me chamar de ‘negona’? Isso é uma aberração jurídica! Estão perseguindo minha candidatura.”

Nas redes sociais, ela se apresenta como a “mulher 01 de Bolsonaro no Rio de Janeiro” e mantém uma base fiel de apoiadores, com mais de 266 mil seguidores somados entre Instagram e X.

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