O desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, segue cercado de mistério no interior do Paraná. As jovens sumiram após saírem para uma festa acompanhadas de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, com o apelido de “Dog Dog”, foragido da Justiça.

Foto: Reprodução.
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O desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, segue cercado de mistério no interior do Paraná. As jovens sumiram após saírem para uma festa acompanhadas de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, com o apelido de “Dog Dog”, foragido da Justiça.

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida Foto: Reprodução / Polícia Civil.

Histórico criminal

Conhecido também pelos apelidos de “Sagaz” e “Cleitinho”, Clayton possui extensa ficha criminal, com condenações por tráfico de drogas, roubo agravado e porte ilegal de arma.

Segundo o delegado Zoroastro Nery do Prado Filho, o suspeito acumula registros policiais desde a adolescência.

“Ele é uma daquelas figurinhas carimbadas da polícia. Sempre envolvido em algum delito”, afirmou o delegado.

A polícia informou ainda que Clayton teria usado identidade falsa em algumas cidades da região para evitar ser localizado.

Investigação aponta homicídio 

De acordo com a investigação, as primas foram vistas pela última vez no dia 20 de abril. O último registro delas ocorreu em uma publicação nas redes sociais feita por Sttela, onde aparece ao lado do suspeito.

Clayton é apontado como principal suspeito no desaparecimento das jovens. Foto: Polícia Civil/Divulgação.

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O delegado Luís Fernando Alves Silva afirmou que a principal linha investigativa atualmente é de homicídio.

“Não descartamos sequestro e cárcere privado, mas a principal linha continua sendo homicídio com possível feminicídio”, declarou.

Segundo a polícia, há indícios de que Clayton tenha agido sozinho. O caso segue sob sigilo.

Mãe de Sttela desabafa

A mãe de Sttela, Ana Erli Melegari, afirmou que ainda acredita que a filha esteja viva.

“Meu coração de mãe diz que estão vivas. Mas meu coração de mãe fala que estão sofrendo muito”, desabafou.

Ela também relatou preocupação com a possibilidade de exploração das jovens.

“Só queremos as meninas, não importa onde estejam, vivas ou mortas”, afirmou.

Equipes das polícias Civil e Militar continuam realizando buscas em cidades da região, além da análise de imagens de câmeras de segurança e dados telefônicos. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que o caso é tratado como prioridade.

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