A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ apresentou uma representação ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitando que seja investigada a possível participação de Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni, no assassinato de Isabella. De acordo com o documento, uma policial penal relatou ter ouvido de Anna Carolina Jatobá que Antônio teria desempenhado um papel ativo, auxiliando na criação de álibis e possivelmente incentivando a execução da criança.
A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ apresentou uma representação ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitando que seja investigada a possível participação de Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni, no assassinato de Isabella. De acordo com o documento, uma policial penal relatou ter ouvido de Anna Carolina Jatobá que Antônio teria desempenhado um papel ativo, auxiliando na criação de álibis e possivelmente incentivando a execução da criança.
Quem é Antônio Nardoni
Antônio Nardoni é advogado e pai de Alexandre Nardoni. Pouco antes da saída do filho da cadeia para cumprir o restante da pena em regime aberto, advogados de Alexandre apresentaram uma declaração mostrando que a empresa Maarc Empreendimentos e Participações LTDA, de propriedade de Antônio, ofereceu ao filho uma vaga de supervisão e acompanhamento de obras. Alexandre chegou a abrir MEI e firmar contrato com a empresa do pai, atuando como promotor de vendas e supervisor de obras, com salário de R$ 2,5 mil mensais e jornada de segunda a sexta.
Após deixar a prisão, Alexandre chegou a morar temporariamente na mansão de três andares do pai, no bairro de Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo. Sua companheira, Anna Carolina Jatobá, também indicou esse endereço à Justiça quando foi libertada.
Em 2014, Antônio já havia sido questionado sobre um possível envolvimento no crime. Na época, uma funcionária do sistema penal relatou que Jatobá teria ligado para ele após agredir Isabella, e que ele teria instruído a madrasta a simular um acidente. Antônio negou qualquer participação, classificando o depoimento como falso e afirmando ter a consciência tranquila.
Quando o crime completou 10 anos, Antônio afirmou que ele e a família também choravam pela perda e reafirmou a inocência de Alexandre e Anna Carolina. “Tudo que foi feito lá atrás foi uma montagem. Estou tranquilo quanto à inocência da minha nora e do meu filho. Sempre tive essa convicção”, disse.
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Relembre o caso
Em 29 de março de 2008, Isabella Nardoni, de 5 anos, foi encontrada no jardim do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo, após cair do sexto andar. A menina estava sob os cuidados do pai, Alexandre, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá.
Inicialmente, Alexandre alegou que o apartamento havia sido invadido, mas a perícia apontou que Isabella foi agredida, asfixiada e, em seguida, arremessada pela janela. Foram encontradas marcas de sangue no carro e no apartamento, além de sinais de que a tela de proteção da janela havia sido cortada de dentro para fora.
A investigação concluiu que o crime ocorreu após uma discussão entre Alexandre e a madrasta, resultando na morte da menina.
Pelo crime, Jatobá foi sentenciada a 26 anos e 8 meses de prisão e liberada em 2023. Alexandre, por sua vez, recebeu a pena de 30 anos e saiu em 2024, para cumprir os 60% restantes de sua pena em regime aberto.
