Paulo Frateschi, ex-deputado federal do PT e amigo próximo de Lula, foi morto a facadas pelo filho nesta quinta (6), em São Paulo. Um dos fundadores do partido, Frateschi foi dirigente histórico e presidente estadual do PT. Sua vida foi marcada por tragédias pessoais, como a perda de dois filhos em acidentes de carro. O crime chocou o meio político.

Quem é o ex-deputado morto pelo filho a facadas: a trajetória de Paulo Frateschi, um dos fundadores do PT

A morte trágica de Paulo Frateschi, ex-deputado federal do Partido dos Trabalhadores (PT), chocou o meio político e reacendeu lembranças de uma trajetória marcada por militância, lealdade a Lula e duras perdas pessoais. Aos 70 anos, o ex-parlamentar foi esfaqueado dentro de casa, em São Paulo, durante um surto do filho, que acabou preso após o crime.

Frateschi foi um dos nomes mais influentes da primeira geração do PT em São Paulo. Atuou diretamente na construção das bases do partido ao lado de figuras como Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu e Marta Suplicy. Durante a redemocratização, foi eleito deputado federal e se destacou pela defesa dos direitos sociais e da classe trabalhadora.

Além do mandato, exerceu funções estratégicas dentro do partido. Foi presidente estadual do PT em São Paulo e chegou a ocupar cargos de coordenação de políticas públicas voltadas à juventude e à participação popular. Também atuou na formação política de novos militantes e em projetos voltados à periferia da capital.

Frateschi mantinha uma relação próxima com Lula, tanto na política quanto na vida pessoal. O ex-deputado era presença constante em campanhas e eventos do partido e participou de momentos marcantes da trajetória petista.

Mas sua vida também foi marcada por tragédias familiares. Em 2002, perdeu o filho Pedro, de apenas 7 anos, em um acidente de carro na rodovia Carvalho Pinto. Um ano depois, o filho Júlio, de 16 anos, também morreu em um acidente automobilístico na rodovia Rio-Santos. Na ocasião, o velório do jovem foi acompanhado por Lula, então presidente da República, e por ministros como Antonio Palocci e José Dirceu.

Após deixar a vida pública, Frateschi se dedicou à família e a trabalhos sociais. Amigos relatam que ele manteve o mesmo perfil discreto e engajado, sem perder o vínculo com as causas que sempre defendeu.

Nesta quinta-feira (6), porém, a trajetória do ex-deputado terminou de forma violenta. De acordo com a Polícia Militar, ele foi esfaqueado pelo filho durante uma crise. A esposa, Iolanda Maux, também foi ferida, mas sobreviveu. O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo.

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