Francisco de Assis Pereira, conhecido como o “Maníaco do Parque”, foi responsável por uma série de estupros e assassinatos de mulheres entre 1997 e 1998 em São Paulo. Condenado a 280 anos de prisão, ele deve ser libertado em 2028 por força da legislação da época. Uma nova foto do criminoso, hoje com 57 anos, circulou recentemente e chamou a atenção pelo contraste com a figura que aterrorizou o país: agora obeso e sem dentes, ele afirma estar regenerado pela religião e pretende mudar de nome quando sair da prisão.
Uma nova foto de Francisco de Assis Pereira, o notório “Maníaco do Parque”, chocou o Brasil ao mostrar o criminoso, que completará 30 anos de prisão em 2028, completamente transformado. A imagem, feita durante um recadastro interno na Penitenciária de Iaras, no interior de São Paulo, mostra um homem com sobrepeso e sem dentes, resultado de uma condição genética, que afirma planejar mudar de nome ao ser posto em liberdade.
Francisco, hoje com 57 anos, entrou para a história criminal brasileira como o “Maníaco do Parque”, responsável por uma série de crimes brutais que chocaram o país no fim da década de 1990. Entre 1997 e 1998, ele atraiu mulheres para o Parque do Estado, na zona sul de São Paulo, sob falsas promessas de passeios ou trabalhos como modelo, e lá cometia estupros e assassinatos.
Os crimes que aterrorizaram São Paulo
Ao todo, a polícia concluiu que Francisco foi responsável pela morte de uma série de mulheres e pelo estupro de outras tantas, embora ele tenha confessado ter matado 11. Os corpos eram encontrados em áreas de mata dentro do parque, uma das principais áreas verdes da capital. Jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade estavam entre as vítimas.
A crueldade dos crimes e o medo que se espalhou pela cidade fizeram com que o caso se tornasse um dos mais conhecidos da história criminal do Brasil. Uma pesquisa do Ibope feita em 2004 apontou que 76% dos brasileiros ainda lembravam do caso, mesmo seis anos após as prisões.
A prisão e o julgamento
Depois de intensa investigação, Francisco foi preso em 1998, na cidade de Itaqui (RS), próxima da fronteira com a Argentina, para onde havia fugido. O julgamento, em 2002, atraiu ampla cobertura da mídia e revelou detalhes perturbadores sobre sua mente criminosa.
A defesa tentou alegar problemas psiquiátricos, mas os jurados consideraram que ele tinha plena consciência de seus atos. O ex-motoboy foi condenado a 280 anos de prisão. Pela legislação da época, porém, a pena máxima em regime fechado era de 30 anos.
A vida na prisão
Atualmente detido na Penitenciária de Iaras, no interior de São Paulo, Francisco cumpre pena desde 1998. Uma foto recente de recadastramento interno chocou a opinião pública ao mostrar o criminoso sem dentes e com sobrepeso, resultado de uma condição genética chamada amelogênese imperfeita.
Em entrevista à psicóloga forense Simone Lopes Bravo, ele afirmou ser um “homem regenerado” após sua conversão religiosa em 1999. Disse ainda não ter mais pensamentos violentos, mas declarou que não pediria desculpas às famílias das vítimas, justificando que “Deus já o perdoou”.
A iminente liberdade
Em 2028, Francisco completará 30 anos de prisão, prazo máximo estabelecido pela lei em vigor na época da condenação. Isso significa que, mesmo condenado a centenas de anos, poderá ser colocado em liberdade diretamente, sem avaliação criminológica para atestar se ainda representa risco à sociedade.
O caso do Maníaco do Parque se tornou um dos mais lembrados do país, inspirando livros, documentários e, em 2024, até um filme lançado por um serviço de streaming. O jornalista Ulisses Campbell também publicou uma biografia detalhando a trajetória do criminoso e os bastidores da investigação.
Mais de duas décadas após os crimes, Francisco de Assis Pereira continua sendo um dos nomes mais temidos e conhecidos do noticiário policial brasileiro, e sua possível soltura volta a acender o debate sobre a legislação penal no país.

