A morte do ator Gerson Brenner, aos 66 anos, na noite de segunda-feira (23), trouxe novamente à tona um dos episódios mais marcantes de sua vida: o atentado sofrido em 1998, que deixou sequelas permanentes.

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A morte do ator Gerson Brenner, aos 66 anos, na noite de segunda-feira (23), trouxe novamente à tona um dos episódios mais marcantes de sua vida: o atentado sofrido em 1998, que deixou sequelas permanentes.

Na época, Brenner era um dos galãs da televisão brasileira e integrava o elenco da novela Corpo Dourado. O crime ocorreu durante uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro, pela Rodovia Ayrton Senna.

Criminosos espalharam pedras na pista para forçar motoristas a parar. Ao perceber que o carro havia sido atingido, o ator desceu para verificar um dos pneus. Nesse momento, foi abordado pelos assaltantes e acabou baleado na cabeça. Ele foi socorrido por caminhoneiros que passavam pelo local e levado ao hospital em estado gravíssimo.

Os culpados pelo atentado a Gerson Brenner

Os responsáveis pelo crime foram identificados e presos após confessarem a participação. Vítor Tancredo, de 19 anos na época, Dimas Almeida Baptista, de 25, e Luzimar Sabino de Jesus, também de 19, se entregaram à delegacia de Guararema, no interior de São Paulo.

No açougue do pai de um dos envolvidos, a polícia encontrou um revólver calibre 38 com a numeração raspada, que teria sido utilizado no atentado.

Segundo as investigações, o grupo praticava assaltos para arrecadar dinheiro com o objetivo de ajudar o líder da quadrilha, Benedito da Silva Lima, conhecido como “Aleijadinho”, que estava preso em Mogi das Cruzes. De acordo com a polícia, ele exercia o comando do grupo e fornecia armas para a realização dos crimes nas rodovias.

Ferimento causou sequelas graves

O disparo atingiu o lado esquerdo do cérebro do ator e atravessou a região, provocando perda de massa encefálica e comprometendo funções como fala e locomoção.

Gerson Brenner chegou ao hospital em coma profundo, passou por cirurgias e permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva por 23 dias. O caso teve grande repercussão na época e mobilizou o público e colegas de profissão.

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