A Polícia Civil do Rio interceptou mensagens que indicam que Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, presa por mandar matar Laís de Oliveira Gomes Pereira em Sepetiba, planejava o crime há mais de um mês. A promotoria aponta que o feminicídio foi motivado por uma obsessão da suspeita pela filha da vítima e seu histórico com estelionato. Gabrielle nega ser a mentora intelectual do assassinato.
A investigação do assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, ocorrido em Sepetiba, no Rio de Janeiro, teve um desenvolvimento crucial. A Polícia Civil interceptou mensagens que indicam que Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 21 anos, presa sob a suspeita de ser a mandante do crime, já havia discutido a intenção de cometer o homicídio com seu marido mais de um mês antes da morte de Laís.
Crime premeditado
Nas conversas recuperadas, datadas de 36 dias antes do falecimento de Laís (ocorrido em 4 de novembro), Gabrielle manifesta explicitamente seu desejo:
“Te falar: queria matar demais a Laís. Deus me livre“.
Na sequência da conversa, o marido, identificado como Lucas, tenta convencê-la à não cometer o crime, dizendo que a ação “nem vale a pena”. No entanto, a resposta de Gabrielle, abreviada, mas com tom resoluto, foi: “Vms ve” (Vamos ver).

Conversa no Whatsapp que revela o crime premeditado || Arquivo/Reprodução: G1
A promotora Laíla Antonia Olinda de Magalhães, que atua no caso, ressalta a natureza da execução:
“A execução, de forma premeditada (disparos de arma de fogo em plena via pública, sem subtração de bens e com a placa da moto coberta), aponta para um crime de mando“. A promotora conclui que esta prova documental, somada à motivação passional, estabelece Gabrielle como a mentora intelectual do assassinato.
Histórico Criminal
O documento do Ministério Público que solicitou a prisão temporária de Gabrielle detalha o histórico da investigada, incluindo uma “obsessão” pela filha de Laís.
A promotoria afirma que Gabrielle “já esteve envolvida com estelionato, tinha como hábito contar mentiras e tinha obsessão com Alice. Seu objetivo era ter a guarda da criança e pagava os alimentos e festas de aniversário“.
Além disso, tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público mencionam em seus pedidos de prisão temporária que Gabrielle teria alegado a familiares e parentes que havia tido uma filha que faleceu seis meses após o nascimento, o que sugere um padrão de comportamento de fabulação.
Defesa da suspeita
Gabrielle Rosário chegou à delegacia acompanhada de seu advogado, Diogo Macruz, e optou por não dar declarações à imprensa. A defesa, por sua vez, afirma que a cliente nega ser a mandante do homicídio.
A Polícia Civil agora aprofunda a investigação para determinar se Gabrielle possuía envolvimento com uma quadrilha especializada em estelionatos, o que poderia revelar um contexto mais amplo de atividades criminosas.
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