O desabafo de Sheherazade, em que ela acusou parte da mídia de promover influenciadores em detrimento de mulheres com grande contribuição nas áreas de ciência, educação e outras profissões tradicionais.
A jornalista e apresentadora Rachel Sheherazade usou as redes sociais para contestar uma matéria que apontou Virginia Fonseca como a mulher mais “relevante” do Brasil atualmente. A declaração gerou reação imediata da comunicadora, que avaliou a afirmação como prejudicial à imagem das mulheres brasileiras e questionou os critérios de relevância adotados.
O debate surgiu às vésperas da estreia de Virginia como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio no Carnaval. Ex-integrante do reality A Fazenda, Rachel afirmou que a mídia tem forte influência na construção de figuras públicas e na definição de quem recebe visibilidade nacional.
Críticas ao papel da mídia e à revista Veja
Em seu posicionamento, ela também fez críticas ao espaço dado pela Veja, declarações do presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, citando ainda a cientista Tatiana Sampaio como exemplo de mulher com contribuição relevante ao país.
A manifestação repercutiu nas redes e ampliou a discussão sobre representatividade, mérito e o papel dos veículos de comunicação na definição de notoriedade pública, especialmente em períodos de grande exposição como o Carnaval no Rio de Janeiro.
“Quando uma revista divulga que a mulher mais relevante do país é uma influenciadora de jogos de azar, ela rebaixa todas as mulheres brasileiras. Ela apaga toda a contribuição feminina no pensamento, nas artes, na literatura, no esporte, na política, nas ciências”, detonou a jornalista.
A fala de Rachel Sheherazade sobre o papel das mulheres na sociedade ampliou o debate sobre representatividade feminina e critérios de relevância na mídia. Em suas declarações, a apresentadora defendeu que há inúmeras brasileiras de destaque nas áreas científica, acadêmica e profissional, mas que muitas vezes não recebem visibilidade proporcional.
Para ela, a valorização excessiva de padrões estéticos e de figuras midiáticas acaba ofuscando trajetórias baseadas em conhecimento e contribuição social.
Ao comentar o tema, Rachel também criticou o que considera uma cultura midiática que prioriza personagens populares em detrimento de mulheres com produção intelectual ou impacto científico. Segundo a jornalista, esse cenário pode limitar referências positivas para outras mulheres e jovens que buscam inspiração em carreiras fora do entretenimento.
Tatiana Sampaio é citada como exemplo
Como exemplo de relevância pouco reconhecida, ela mencionou a pesquisadora Tatiana Sampaio, conhecida por estudos voltados à reabilitação de pessoas com lesão medular e recuperação de movimentos. A citação reforçou a defesa de maior espaço para cientistas e profissionais que contribuem diretamente para avanços na saúde e na qualidade de vida.
O posicionamento repercutiu nas redes sociais e reacendeu discussões sobre critérios de notoriedade, valorização do conhecimento e o espaço destinado a diferentes perfis femininos no noticiário e em revistas. Para especialistas em comunicação, o debate evidencia uma busca crescente por diversidade de referências e reconhecimento de conquistas femininas em múltiplas áreas.
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