A rede de lojas Lojas Renner anunciou a retirada de uma camiseta com a frase “Regret Nothing” (“Não se arrependa de nada”) de suas lojas físicas e digitais. A decisão ocorreu após Vitor Hugo Simonin, réu em um caso de estupro coletivo investigado no Rio de Janeiro, aparecer usando a peça ao se apresentar à polícia.

'Regret nothing': rede de lojas anuncia suspensão das vendas de camiseta usada por suspeito de estupro coletivo. Imagem: reprodução
'Regret nothing': rede de lojas anuncia suspensão das vendas de camiseta usada por suspeito de estupro coletivo. Imagem: reprodução

A rede Lojas Renner anunciou a suspensão das vendas de uma camiseta com a frase “Regret Nothing”, expressão em inglês que significa “Não se arrependa de nada”. A decisão foi tomada após a peça ganhar repercussão por ter sido usada por um dos réus de um caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro.

O jovem Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, se apresentou à polícia no dia 4 de março na 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana vestindo a camiseta. Ele é um dos acusados no caso que investiga o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no bairro de Copacabana.

Em nota, a empresa informou que repudia qualquer forma de violência e afirmou que a retirada do produto reforça o compromisso da marca com seus valores institucionais.

Expressão ligada à “machosfera”

A expressão “Regret Nothing” aparece em discursos ligados à chamada “machosfera”, um conjunto de comunidades online voltadas ao público masculino. O termo, criado em 2009, engloba diferentes grupos que discutem temas ligados à masculinidade, alguns deles com discursos considerados misóginos. Entre esses grupos estão os chamados “redpills” e “incels”.

Um dos nomes frequentemente associados a esse universo é o influenciador Andrew Tate, que popularizou expressões ligadas à dominação masculina nas redes sociais.

Investigação do caso

De acordo com a investigação, a vítima afirma que foi atraída ao apartamento de Vitor Hugo Simonin pelo ex-namorado, que é menor de idade. No local, segundo o relato, estariam outros três homens adultos.

Os maiores de idade respondem na Justiça por estupro coletivo e cárcere privado. O adolescente responde por atos infracionais equivalentes aos crimes.

A defesa de Simonin afirma que ele nega participação no crime. Segundo o advogado Ângelo Máximo, o jovem admite que estava no apartamento, mas afirma que não manteve relação sexual com a vítima.

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