Enquanto manifestações contra a anistia aos condenados do 8 de Janeiro aconteciam em várias capitais, o relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP) articulava o texto final do chamado PL da Dosimetria. Ele se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e prevê votação já na quarta (24). Governistas usam os protestos como força política, enquanto bolsonaristas seguem divididos sobre o tema.
Enquanto capitais brasileiras registravam manifestações da esquerda contra a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, o relator do projeto na Câmara dos Deputados, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), costurava articulações em torno do texto final da proposta.
A agenda do parlamentar incluiu um encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), previsto para a noite de domingo (21). O encontro dependia do retorno de Motta a Brasília, após compromissos em São Paulo.
Paulinho pretende ajustar com o presidente da Casa o calendário de tramitação do texto, que ele mesmo rebatizou de PL da Dosimetria. Em um cenário considerado otimista, o relator projeta que a proposta seja votada em plenário já na próxima quarta-feira (24).
O cronograma, no entanto, depende do aval das principais lideranças do Congresso Nacional. Para avançar, Paulinho marcou reuniões nesta segunda-feira (22) e terça-feira (23) com líderes do PT e do PL, buscando costurar um entendimento entre governistas e oposição.
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro permanecem divididos sobre transformar o debate da anistia em uma negociação sobre a dosimetria das penas. Nas redes sociais, críticos do projeto se mobilizaram, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou em seu perfil no X uma imagem com a frase: “anistiados contra anistia é hipocrisia”.
Já governistas avaliam que as manifestações realizadas em todo o país, com destaque para as imagens em Copacabana e na Avenida Paulista, reforçam sua posição nas negociações com a oposição.
