O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), manifestou apoio à convocação de Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Palmeiras, para depor sobre suspeitas de fraudes em descontos indevidos em benefícios previdenciários. A instituição foi citada pela Polícia Federal nas investigações.

O pedido de convocação foi apresentado pelo senador Marcos Rogério (PL-RO) e reforçado pelos deputados Fábio Costa (PP-AL) e Evair Vieira de Melo (PP-ES). Os parlamentares apontam que a Crefisa venceu 25 dos 26 lotes para administrar a folha de pagamento do INSS, em contratos que somam mais de R$ 12 bilhões, e citam aumento nas reclamações de clientes e possíveis irregularidades.

Os requerimentos ainda serão analisados e votados pelos membros da CPMI.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras e Leila Pereira, dona da Crefisa e Presidente do Verdão
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras e Leila Pereira, dona da Crefisa e Presidente do Verdão

O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes em descontos associativos indevidos em benefícios do INSS, manifestou apoio à convocação de Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Palmeiras, para depor ao colegiado. A instituição financeira foi mencionada pela Polícia Federal no inquérito que investiga o esquema.

Em entrevista ao Metrópoles, Gaspar declarou que endossa o requerimento apresentado pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), que defende a necessidade do comparecimento de Leila à comissão. Outros dois pedidos semelhantes foram protocolados pelos deputados Fábio Costa (PP-AL) e Evair Vieira de Melo (PP-ES).

Leila Pereira, dona da Crefisa e presidente do Palmeiras

No documento, Marcos Rogério argumenta que a Crefisa venceu 25 dos 26 lotes leiloados para gerir a folha de pagamento dos benefícios do INSS, superando instituições como Itaú e Bradesco e assumindo contratos que somam mais de R$ 12 bilhões.

O requerimento de Evair Vieira de Melo destaca que as reclamações de clientes da Crefisa dobraram entre 2024 e 2025 e menciona casos de suspensão de contratos por irregularidades. Já Fábio Costa aponta a existência de “irregularidades sistêmicas” atribuídas à empresa, que, segundo ele, “colocaram em risco o direito fundamental de milhões de segurados de receber seus benefícios de forma regular, segura e digna”.

Os requerimentos ainda serão avaliados e votados pelos integrantes da CPMI do INSS.

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