O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, apresenta relatório final com pedido de indiciamento de 218 pessoas, incluindo Lulinha. O documento será votado após decisão do STF, e parlamentares ainda divergem sobre os nomes citados.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL)  • Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) • Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar, apresenta nesta sexta-feira (27) o parecer final da comissão, com pedidos de indiciamento de 218 pessoas.

A análise do documento foi marcada após decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a liminar que permitia a prorrogação dos trabalhos do colegiado.

Lulinha está entre os nomes citados

Entre as recomendações, o relator incluiu o empresário Fabio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente da República.

A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento em irregularidades. Ele não é formalmente investigado pela Polícia Federal, mas foi citado ao longo das apurações. O nome dele apareceu em operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizadas em dezembro do ano passado.

Investigação não avançou em alguns pontos

A CPMI não conseguiu avançar em apurações sobre supostas “mesadas” ou viagens que teriam sido custeadas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema.

Apesar disso, o relatório recomenda que a Polícia Federal aprofunde as investigações em casos que não tiveram conclusão.

Comissão pode apenas recomendar indiciamentos

Uma comissão parlamentar de inquérito não tem poder para indiciar formalmente investigados, mas pode encaminhar recomendações à Procuradoria-Geral da República no relatório final.

Instalada em 20 de agosto, a CPMI tem prazo de funcionamento até este sábado (28). O parecer de Gaspar tem 4.340 páginas e está dividido em nove núcleos de investigação, envolvendo empresários, intermediários, servidores e entidades.

Divergências e possibilidade de votação prolongada

A base governista articulou um relatório alternativo, que também deve ser debatido. Segundo o presidente da comissão, o senador Carlos Viana, a principal divergência entre os parlamentares está nos pedidos de indiciamento.

Ele defende a aprovação de um texto comum, com votação separada dos pontos de discordância. A expectativa é de que a sessão possa se estender até a madrugada.

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