Renato Aragão negou que tenha dado calote na filha Juliana, que o acusa de não devolver R$ 950 mil repassados em 2018. O humorista diz que não foi empréstimo, mas administração da herança dela, com orientação jurídica. Ele afirma que nunca usou o dinheiro e que Juliana deixou a filha menor sob seus cuidados. O caso segue na Justiça.
Renato Aragão, 90, se manifestou nesta terça-feira (18) após vir a público uma ação movida por sua filha mais velha, Juliana Rangel Aragão, 47, que o acusa de não ter quitado um suposto empréstimo de R$ 950 mil firmado entre os dois em dezembro de 2018. Segundo a denúncia, o valor — vindo da venda de um imóvel herdado da mãe de Juliana, Martha Rangel — deveria ter sido devolvido até 31 de dezembro de 2023.
De acordo com o site Notícias da TV, Juliana ingressou com a ação na 43ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. Ela afirma que o montante foi repassado ao pai na forma de um empréstimo. Hoje, sem correções monetárias, a dívida estaria em cerca de R$ 872 mil.
Em nota enviada ao F5, o intérprete de Didi, de Os Trapalhões, negou qualquer calote e disse que não houve empréstimo, mas sim um acordo para administrar parte da herança da filha com orientação do advogado dela na época. O objetivo, segundo o comunicado, era garantir proteção patrimonial e organização financeira para que Juliana pudesse utilizar os recursos com tranquilidade ao longo dos anos.
“A intenção, desde o início, foi simples: garantir que seu patrimônio estivesse protegido e bem-organizado, de forma que ela pudesse utilizá-lo com tranquilidade ao longo do tempo, sempre priorizando também a segurança e o bem-estar de sua filha menor de idade”, diz o texto.
A nota também afirma que Juliana deixou a casa da família no início do ano sem informar o paradeiro e que abandonou a filha, Júlia, menor de idade, sob os cuidados do avô. Desde então, segundo o comunicado, todas as tentativas de contato foram frustradas, restando apenas notificações jurídicas, mensagens com tom de chantagem e publicações online “que não representam a realidade”.
Renato Aragão também fez questão de reforçar que “não precisa nem precisou” do dinheiro da filha e que os valores jamais foram incorporados ao patrimônio dele ou de sua esposa. Tudo teria sido administrado exclusivamente por proteção financeira.
A família ainda demonstra preocupação com a possibilidade de interferência de terceiros, que poderiam estar tentando se beneficiar da situação.
O caso resgata um episódio de abril, quando Juliana afirmou em um podcast que o pai a “escondia” por ela ser motorista de aplicativo e viver um relacionamento homoafetivo. Na época, ela chegou a pedir ajuda financeira nas redes sociais e organizou vaquinhas virtuais para comprar remédios. Renato negou todas as acusações: “Juliana é minha filha tanto quanto o Paulinho, o Ricardo, o Renato Jr. e a Lívian. Nunca fiz diferença — nem pela escolha sexual dela, nem por ser adotiva. Filho é filho.”
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