Autoridades do Brasil e dos Estados Unidos iniciaram uma rodada de reuniões para tratar da investigação comercial que tem o Pix entre os principais pontos de análise. O encontro ocorre em meio ao aumento das críticas do governo norte-americano ao sistema brasileiro de pagamentos, apontado em relatórios oficiais como possível fator de desequilíbrio para empresas dos EUA.
Os representantes do governo Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva se reúnem nesta quinta-feira (16), em Washington (EUA), para discutir investigações conduzidas pelos Estados Unidos envolvendo temas sensíveis como o Pix, o etanol e questões relacionadas à propriedade intelectual. As tratativas tiveram início ainda na quarta-feira (15), marcando o começo de um diálogo bilateral sobre o tema.

Pix (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
As apurações foram abertas em julho do ano passado e estão sob responsabilidade do Escritório do Representante de Comércio dos EUA. O órgão analisa medidas adotadas pelo governo brasileiro que, na avaliação norte-americana, podem impactar negativamente empresas de tecnologia dos Estados Unidos.
A reunião desta quinta busca avançar na compreensão dessas ações e avaliar possíveis desdobramentos nas relações comerciais entre os dois países.
Reunião bilateral aborda questionamentos dos EUA
A reunião conta com a participação do secretário de Assuntos Econômicos do Itamaraty, Phillip Fox Gough, e do secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Maurício Lyrio.
Durante o encontro, representantes brasileiros devem apresentar explicações técnicas e jurídicas às autoridades dos Estados Unidos sobre os pontos levantados pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, conforme informações obtidas junto a fontes diplomáticas.
As discussões não são inéditas. Parte dos temas já havia sido abordada em uma audiência pública realizada em Washington, em setembro do ano passado, com a presença de representantes do setor privado. A expectativa, no entanto, é de que as reuniões atuais não resultem em anúncios imediatos.
Enquanto isso, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, cumpre agenda nos Estados Unidos. Ele participa de encontros com autoridades econômicas de outros países e representantes de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.
Investigação será baseada na Seção 301 da lei comercial dos EUA
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