O esqueleto de São Francisco de Assis foi exposto ao público pela primeira vez desde 1978, como parte das celebrações pelos 800 anos de sua morte. A exibição ocorre na basílica dedicada ao santo, na Itália, e já atrai milhares de peregrinos de diferentes países.
Os restos mortais de São Francisco de Assis foram expostos ao público neste domingo (22), na Basílica de São Francisco, na cidade italiana de Assis, como parte das celebrações pelos 800 anos de sua morte. A exibição é considerada histórica, já que é a primeira vez em quase cinco décadas que o esqueleto do santo é apresentado aos fiéis.
A inscrição em latim “Corpus Sancti Francisci”, exibida na vitrine transparente, identifica os ossos do religioso, fundador da Ordem Franciscana e uma das figuras mais veneradas do cristianismo. Os restos permanecerão expostos até 22 de março, diante do altar da igreja inferior da basílica, permitindo que peregrinos e visitantes tenham contato direto com o relicário.
Segundo o frei Giulio Cesareo, diretor de comunicação do convento franciscano, a exposição tem um significado que vai além da fé. Ele afirmou que os restos mortais representam o testemunho de uma vida dedicada integralmente à espiritualidade e aos mais pobres, característica central da trajetória de São Francisco.
Corpo de São Francisco de Assis
O corpo do santo foi transferido para a basílica em 1230, poucos anos após sua morte, mas o túmulo permaneceu oculto até ser redescoberto em 1818, durante escavações. Desde 1978, os ossos estavam guardados em uma estrutura protegida e haviam sido exibidos apenas uma vez, por poucas horas e a um público restrito.
Para esta nova exposição, o esqueleto foi colocado em uma urna de vidro blindada e com sistema antirroubo, além de vigilância permanente. A estrutura permite que os visitantes se aproximem do relicário, que permanece protegido por múltiplas camadas de segurança.
A expectativa é de grande movimento nas próximas semanas. De acordo com o convento franciscano, as reservas já somam cerca de 400 mil pessoas, incluindo visitantes da Itália, do Brasil, dos Estados Unidos e de países africanos. A estimativa é que até 19 mil pessoas por dia visitem o local nos fins de semana, número muito superior à média habitual da basílica.
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