Prefeito Ricardo Nunes defende que o Governo Federal intervenha na Enel após sucessivas falhas no fornecimento de energia em São Paulo, agravadas pelo ciclone extratropical que atingiu a capital e a região metropolitana.

Ricardo Nunes critica Enel após demora em manutenções (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Ricardo Nunes critica Enel após demora em manutenções (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou ser necessário uma intervenção do Governo Federal diante dos problemas com a transmissão de energia da companhia Enel. A fala tem vista o prejuízo que moradores da capital sofrem com a ausência do serviço desde a passagem de um ciclone extratropical na cidade e na Grande São Paulo, na terça-feira (9).

Segundo o gestor municipal, em entrevista à CBN, a empresa teria apenas cerca de 40 equipes nas ruas trabalhando no reabastecimento de energia, diferente da informação divulgada pela companhia, de que 1.500 veículos foram a campo.

“Estou na rua direto, não tem essas 1.500 equipes. Nós pegamos os dados das placas dos veículos que a Enel diz que tem, colocamos no SmartSampa e essas placas não aparecem circulando em nenhum local da cidade de São Paulo”, declarou Nunes.

Contrato com a Enel até 2028

Para o prefeito, a Enel não tem mais condições de seguir com a concessão na capital paulista. “O que nós estamos fazendo é essa pressão por uma empresa que infelizmente não tem tido condições de atender as demandas da cidade. A gente sabe que cada vez que tiver um vento, uma chuva, nós vamos passar por isso. Então, a gente precisa deixar claro que essa empresa não tem como mais continuar em São Paulo”, criticou.

“A gente gostaria que o Governo Federal fizesse a intervenção na Enel, começasse o processo de caducidade, iniciasse o processo de contratar uma empresa que tenha a capacidade de atender as demandas da cidade de São Paulo. Essa empresa mente, não tem gente e não pode mais continuar aqui”, disse Ricardo Nunes.

O governo federal é responsável pela concessão, fiscalização e regulação da energia em São Paulo, sendo que o contrato vigente com a Enel vence apenas em 2028. A companhia de energia elétrica ainda tenta prorrogar o acordo por mais 30 anos, e aguarda somente concordância da contraparte.

Leia mais:

Vídeos curtos

Mais lidas