Conversas interceptadas pela Polícia Federal indicam que o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, campeão mundial com a Seleção Brasileira, recebeu benefícios enquanto esteve preso no Paraguai, em 2020
Conversas interceptadas pela Polícia Federal indicam que o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, campeão mundial com a Seleção Brasileira, recebeu benefícios enquanto esteve preso no Paraguai, em 2020. De acordo com as investigações, o atleta teria autografado uma camiseta da Seleção em troca do envio de churrasco e cervejas providenciados por um narcotraficante.
As informações constam em mensagens apresentadas no âmbito de uma investigação da PF e divulgadas pelo portal UOL.
Narcotraficante relata suposta troca
As transcrições mostram que Marcos Silas Neves de Souza, conhecido pelo apelido GT, afirmou ter intermediado o envio das regalias ao ex-jogador por meio de contatos dentro do sistema prisional paraguaio. Em um dos trechos analisados pela polícia, ele detalha como o acordo teria sido feito:
“Quando ele tava preso no Paraguai, mandei churrasco, cerveja, com os esquemas que entra. Como eu tinha um chefe que eu pago, o chefe mandou coisa minha lá. Aí mandei duas camisetas e pedi para ele fazer uma dedicatória”, disse o investigado ao advogado.
Defesa nega qualquer relação
Procurada pelo UOL, a defesa de Ronaldinho negou que o ex-jogador tenha tido qualquer contato com Marcos Silas ou conhecimento do suposto esquema. O advogado Sérgio Queiroz afirmou que autógrafos são algo comum na rotina do ex-atleta.
“Em todos os lugares do mundo, o Ronaldo autografa camisetas. É impossível recordar se alguma dedicatória foi feita a alguém com esse nome”, declarou o defensor.
Relembre a prisão no Paraguai
Ronaldinho Gaúcho e o irmão, Roberto Assis, foram detidos em março de 2020 ao tentar entrar no país com documentos falsos. O ex-jogador passou mais de um mês em um presídio e, posteriormente, foi transferido para prisão domiciliar em um hotel em Assunção.
Leia também:
