A execução do delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, na última segunda-feira (15), voltou a expor os riscos enfrentados por agentes que combatem o crime organizado no Brasil. Em entrevista ao programa Acorda, Metrópolis nesta quarta-feira (17), Gakiya contou que, prestes a se aposentar, vive uma rotina rigidamente controlada.

'Rotina do medo': conheça o dia a dia de promotor ameaçado pelo PCC (Foto: divuçgação/Alesp)
'Rotina do medo': conheça o dia a dia de promotor ameaçado pelo PCC (Foto: divuçgação/Alesp)

A execução do delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, na última segunda-feira (15), voltou a expor os riscos enfrentados por agentes que combatem o crime organizado no Brasil. Em entrevista ao programa Acorda, Metrópolis nesta quarta-feira (17), o promotor do Ministério Público, Lincoln Gakiya contou que, prestes a se aposentar, vive uma rotina rigidamente controlada.

Ele se desloca em comboio com três carros blindados, protegido por uma equipe de 82 policiais militares que se revezam para garantir sua segurança integral. Sua casa e seu escritório possuem portas à prova de balas e vidros resistentes a explosões, e qualquer atividade social precisa ser planejada com antecedência.

O promotor lamentou a morte do colega e ressaltou a força da facção.

“O PCC hoje é uma máfia e, como máfia, não perdoa”, afirmou.

Mesmo esperando que esse ciclo de tensão chegue ao fim com a aposentadoria, Gakiya reconhece que a ameaça pode perdurar, evidenciando o poder e a periculosidade da maior organização criminosa do país.

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