Dois homens foram presos em Anguera (BA), suspeitos de participar do desaparecimento de três amigas de 15, 21 e 22 anos. A polícia encontrou na casa dos detidos um celular quebrado de uma das vítimas e roupas com manchas compatíveis com sangue. Os suspeitos foram autuados por sequestro, enquanto as autoridades continuam as buscas pelas jovens com vida.
A Polícia Civil da Bahia prendeu dois homens na tarde da última quinta-feira (9), sob suspeita de envolvimento no desaparecimento de três amigas em Anguera, localizado a 40 quilômetros de Feira de Santana, Bahia. As jovens, com idades de 15, 21 e 22 anos, foram vistas pela última vez na última segunda-feira(6), após saírem de casa para buscar algumas roupas na zona rural da cidade.
Investigação
A prisão dos suspeitos ocorreu em uma residência onde os investigadores encontraram vestígios cruciais que ligam os indivíduos ao caso.
Segundo informações concedidas pela polícia à imprensa local, a residência apresentava uma fogueira com restos de tecidos incinerados e um aparelho celular quebrado, que foi identificado como pertencente a uma das vítimas desaparecidas. Adicionalmente, uma peça de roupa foi apreendida por conter manchas compatíveis com sangue.

Fogueira com vestígios de roupas incineradas levantam indicios sobre o crime — Foto: Ascom/PC-BA
O delegado José Marcos Rios, responsável pela investigação, salientou a importância dos itens achados.
“O que foi encontrado lá já dá um indicativo de participação. A gente não sabe ainda qual a extensão da participação deles e qual a função, mas já indica participação“, afirmou o delegado.
Prisão em flagrante
Os dois homens foram autuados em flagrante por participação no crime de sequestro e imediatamente encaminhados para a delegacia local. A polícia informou ainda que os suspeitos detidos possuem antecedentes criminais ligados ao tráfico de drogas na região, mas seus nomes não foram divulgados oficialmente.
Esperança de encontrá-las
Apesar dos indícios encontrados na casa, o delegado José Marcos Rios mantém a cautela sobre o desfecho do caso, reiterando que o foco principal das autoridades é localizar as jovens com vida.
“O fato do celular ter sido encontrado não é indicativo de que elas estejam mortas. A gente trabalha ainda para encontrá-las vivas“, declarou.
O inquérito policial segue em andamento para determinar a exata função dos presos no desaparecimento e, principalmente, para descobrir o paradeiro das três amigas.
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