Especialistas em inteligência alertam que Rússia e China estariam promovendo uma “guerra sexual” contra o Ocidente, utilizando mulheres sedutoras para obter segredos de Estado, tecnológicos e econômicos nos Estados Unidos.

Segundo informações da inteligência americana, agentes femininas infiltram-se em startups, universidades e setores ligados à defesa para manipular e conquistar alvos estratégicos.

Casos recentes envolvem a russa Anna Chapman, que teria retomado atividades de espionagem sob outro nome, e a chinesa Christine Fang, suspeita de atuar no meio político dos EUA. Analistas afirmam que, enquanto a China foca em espionagem econômica, Moscou aposta em táticas tradicionais de sedução. Para os especialistas, os EUA enfrentam desvantagem nesse tipo de guerra por conta de seus limites éticos e legais.

Rússia e China estariam usando mulheres sedutoras para espionar os EUA; veja quem são elas

Autoridades e especialistas em inteligência afirmam que Rússia e China estão conduzindo uma nova forma de guerra contra o Ocidente, uma “guerra sexual”, que substitui os campos de batalha por estratégias de sedução. Segundo informações da inteligência americana, os dois países estariam enviando agentes femininas para seduzir alvos estratégicos e obter segredos de Estado, tecnológicos e econômicos nos Estados Unidos.

De acordo com Jeff Stoff, ex-analista de segurança nacional dos EUA, o governo chinês tem focado especialmente em startups, universidades e projetos de pesquisa financiados pelo Departamento de Defesa.

“A China entende nosso sistema e sabe como operar dentro dele com quase total impunidade”, afirmou Stoff ao jornal britânico The Times.

Christine Fang, da China e Anna Chapman, da Rússia (fotos em destaque), foram identificadas como espiãs “sedutoras”.

James Mulvenon, diretor de inteligência da Pamir Consulting, disse ter sido alvo de dezenas de solicitações suspeitas no LinkedIn de jovens chinesas “atraentes”, que buscavam contato com profissionais ligados à área de defesa e tecnologia.

Ele relatou que duas mulheres tentaram entrar em uma conferência sobre segurança, na Virgínia, mas foram barradas.

 “É um fenômeno estranho, mas recorrente”, observou.

Um ex-funcionário do governo americano também relatou o caso de uma russa que se casou com um engenheiro aeroespacial dos EUA após se formar em uma escola russa de “soft power”. Segundo ele, a mulher mantém contatos próximos com círculos de criptomoedas e tecnologia militar, enquanto o marido “segue totalmente alheio” ao que ocorre.

“Casar, ter filhos e conduzir uma operação de longo prazo é algo mais comum do que se imagina”, afirmou.

Os especialistas apontam que, no caso da China, o foco estaria em espionagem econômica, com agentes femininas usando charme para induzir empreendedores a revelar informações sigilosas ou propriedade intelectual.

Já a Rússia, por sua vez, estaria reativando táticas clássicas de espionagem com figuras conhecidas, como Anna Chapman, famosa espiã russa detida em 2010, que teria voltado à ativa sob o nome de Anna Romanova.

Outra figura citada é Aliia Roza, que declarou ter aprendido “técnicas sexuais” em academias militares russas para manipular alvos.

“O sexo é parte essencial da confiança. Em 80% dos casos, é o que faz alguém se abrir com você”, afirmou.

Aliia Roza, “agente” de Putin

Além disso, o Reino Unido também estaria sendo alvo dessas operações. Em Londres, duas mulheres búlgaras, Cvetelina Gencheva e Tsvetanka Doncheva foram recentemente identificadas como integrantes de uma rede russa de espionagem voltada a perseguir opositores de Vladimir Putin.

Especialistas destacam que os Estados Unidos enfrentam desvantagem nessa disputa devido a restrições éticas e legais, enquanto Rússia e China exploram sem pudor o fator humano como arma de inteligência.

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