A série “Tremembé”, do Prime Video, reacendeu o caso Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga. A produção destaca a relação com a filha, criada pelos avós paternos e que descobriu aos 9 anos a verdadeira identidade da mãe. A família tenta retirar o nome de Elize da certidão da jovem, que poderá decidir sobre o reencontro apenas ao atingir a maioridade.

Saiba como filha de Elize Matsunaga soube que mãe esquartejou pai

O crime de Elize Matsunaga voltou a repercutir após o lançamento da série “Tremembé”, no Prime Video, que retrata a rotina de presos célebres na Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado. Um dos pontos mais delicados da história é o relacionamento entre Elize e sua filha, fruto do casamento com Marcos Matsunaga, então executivo-chefe da Yoki.

A menina tinha apenas um ano de idade quando a mãe foi presa, em junho de 2012, e passou a ser criada pelos avós paternos, Mitsuo Matsunaga e Misako Kitano, que a registraram como filha. Durante anos, eles tentaram protegê-la da trágica história familiar — mas conseguiram manter o segredo apenas até os 9 anos.

Segundo o jornalista Ulisses Campbell, autor do livro “Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido”, a verdade veio à tona durante uma festa escolar. “Uma criança perguntou quem eram os pais dela, e ela respondeu que eram os avós. A colega, então, revelou: ‘Não, seus pais são Marcos e Elize Matsunaga — ela matou e esquartejou seu pai’”, contou o autor em entrevista ao podcast Cortesia.

Após o episódio, a menina passou por sessões de terapia e hoje consegue lidar melhor com a realidade. Apesar disso, mantém os avós como figuras parentais principais. A família Matsunaga, inclusive, move um processo judicial para retirar o nome de Elize da certidão de nascimento da filha. A jovem só poderá decidir se deseja reencontrar a mãe ao completar 18 anos.

O crime

Em 19 de maio de 2012, Elize matou o marido com um tiro, dentro do apartamento do casal, após uma briga motivada por traições e discussões conjugais. Dez horas depois, ela esquartejou o corpo e guardou os pedaços em três malas. A filha do casal, então com um ano, estava no local durante todo o crime.

Elize jogou as malas em uma estrada e disse à polícia que o marido havia desaparecido. Os restos mortais foram encontrados em 27 de maio. Presa preventivamente em 5 de junho de 2012, ela foi condenada, em 2016, a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão, pena reduzida posteriormente para 16 anos e três meses.

Desde 2022, Elize cumpre pena em regime aberto, com previsão de término em janeiro de 2028.

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