Os três homens presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jumping em Limeira (SP), não conseguiram explicar à Polícia Civil como a jovem realizou o salto sem estar conectada à corda de segurança. Segundo a delegada Andréa Dantas, responsável pelo plantão que registrou a ocorrência, os envolvidos apresentaram versões confusas e não souberam apontar em qual etapa teria ocorrido a falha nos procedimentos de segurança.

Jovem em Rope jump (Foto: reprodução)
Jovem em Rope jump (Foto: reprodução)

Os três homens detidos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira (SP), afirmaram não saber explicar como a jovem realizou o salto sem estar devidamente conectada ao sistema de segurança.

Maria Eduarda Foto: reprodução)

De acordo com delegada Andréa Dantas, os envolvidos que atuavam diretamente na preparação da participante não conseguiram esclarecer quais procedimentos foram adotados momentos antes do salto nem identificar em que etapa teria ocorrido a possível falha.

Durante os depoimentos, eles também não souberam apontar quem seria o responsável pela conferência final dos equipamentos ou pela verificação das condições de segurança da atividade.

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As declarações aumentaram os questionamentos em torno da organização do evento e reforçam uma das principais linhas de investigação da Polícia Civil, que busca determinar se houve negligência nos protocolos de segurança adotados antes da queda fatal.

Defesa contesta acusações

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que a corda de segurança que deveria estar conectada à participante permaneceu na plataforma de salto no momento do acidente.

A informação integra os levantamentos iniciais realizados após a morte da jovem, durante uma atividade de rope jumping na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

A defesa dos três homens identificados como: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 31 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, presos em flagrante, sustenta que a modalidade praticada não possui regulamentação específica no país, mas também não é considerada ilegal.

Segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, eventos semelhantes já ocorreram no mesmo local em outras ocasiões sem qualquer impedimento por parte das autoridades.

O advogado afirmou ainda que a atividade realizada neste sábado contava com cerca de 100 participantes inscritos. Ele classificou o episódio como uma fatalidade e destacou que os organizadores possuem experiência na prática do esporte, alegando que não há registros anteriores de acidentes envolvendo o grupo.

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Jovem compartilhou momentos antes da queda

Antes da tragédia que resultou em sua morte, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, registrou nas redes sociais os momentos que antecederam sua participação em uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

As publicações, feitas na manhã deste sábado (13), mostravam o clima de expectativa para o evento e parte da estrutura preparada para os saltos.

Veja o momento da queda:

Nos conteúdos compartilhados, a jovem apresentou detalhes da organização da atividade, incluindo os acessórios de identificação dos participantes e imagens do local onde ocorreriam os desafios.

Em uma das postagens, feita logo no início da manhã, Maria Eduarda apareceu descontraída ao comentar a experiência que estava prestes a viver. O registro mostrava a área destinada ao evento e elementos da estrutura montada para a prática esportiva.

Maria Eduarda (Foto: reprodução)

Pouco depois, a jovem sofreu uma queda de aproximadamente 40 metros durante a atividade. O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foram acionadas para prestar socorro. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, a morte foi constatada ainda no local.

O caso provocou grande repercussão e segue sendo investigado pelas autoridades, que buscam esclarecer as circunstâncias do acidente e apurar possíveis responsabilidades.

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