A apresentadora Xuxa Meneghel, 62 anos, passou por uma cirurgia na coluna lombar após enfrentar oito meses de dor intensa causada por estenose foraminal. O procedimento, realizado em São Paulo, durou cerca de duas horas e teve boa evolução,  em dois dias, ela recebeu alta com mobilidade preservada e dor controlada. A decisão de operar agora busca garantir a recuperação completa antes de sua turnê de despedida, prevista para julho de 2026.

Xuxa foi operada em São Paulo e recebeu alta dois dias depois, com boa recuperação. Foto: Divulgação.
Xuxa foi operada em São Paulo e recebeu alta dois dias depois, com boa recuperação. Foto: Divulgação.

A apresentadora Xuxa Meneghel, 62 anos, passou por uma cirurgia na coluna lombar após enfrentar oito meses de dor intensa causada por estenose foraminal. O procedimento, realizado em São Paulo, durou cerca de duas horas e teve boa evolução,  em dois dias, ela recebeu alta com mobilidade preservada e dor controlada. A decisão de operar agora busca garantir a recuperação completa antes de sua turnê de despedida, prevista para julho de 2026.

A estenose foraminal ocorre quando o espaço por onde os nervos saem da coluna , chamado forame, fica estreito e começa a comprimir essas estruturas. Segundo a Cleveland Clinic, essa compressão dificulta a transmissão dos sinais nervosos, causando dor, formigamento, dormência ou fraqueza muscular.

No caso de Xuxa, o desgaste natural do disco entre as vértebras L4-L5 reduziu esse espaço e provocou dor lombar que irradiava para a perna esquerda.

Por que essa condição aparece

As causas mais comuns incluem:

  • envelhecimento natural da coluna; 
  • má postura prolongada; 
  • sobrecarga e exercícios de impacto; 
  • fraqueza abdominal, que aumenta a pressão na lombar; 
  • hérnia de disco ou bicos de papagaio; 
  • escoliose; 
  • cistos ou tumores (mais raros). 

O desgaste relacionado à idade é o fator predominante. Estudos citados pela Cleveland Clinic apontam que cerca de 80% das pessoas acima de 55 anos têm algum grau de estenose.

Como a doença se manifesta

Os sintomas dependem do nervo afetado, mas geralmente incluem:

  • dor que irradia para braços ou pernas; 
  • formigamento e dormência; 
  • sensação de queimação; 
  • fraqueza muscular; 
  • piora ao ficar em pé e alívio ao sentar. 

Sinais como dificuldade para caminhar ou perda de controle urinário e intestinal exigem avaliação imediata.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é clínico e costuma ser confirmado por ressonância magnética, exame que mostra com clareza a relação entre discos, ossos e nervos.
Em casos específicos, tomografia com mielografia ou eletromiografia podem complementar a avaliação.

Tratamentos disponíveis

A maior parte dos pacientes melhora sem precisar operar. As medidas iniciais incluem:

  • fisioterapia para fortalecimento muscular e correção postural; 
  • ajustes nas atividades do dia a dia; 
  • analgésicos e anti-inflamatórios; 
  • corticoides orais; 
  • injeções de corticoide guiadas por imagem, quando a dor persiste. 

A cirurgia é indicada quando há dor intensa prolongada, falha dos tratamentos conservadores ou sinais neurológicos relevantes. Os procedimentos, atualmente, são em grande parte minimamente invasivos e focam em ampliar o espaço do nervo e aliviar a compressão.

 

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