A possibilidade levantada por Donald Trump de comprar a Groenlândia reacendeu um debate histórico sobre a expansão territorial dos Estados Unidos. Apesar de soar improvável nos dias atuais, a ideia não é inédita: ao longo de sua história, o país incorporou áreas estratégicas por meio de acordos financeiros com outras nações.
A possibilidade levantada por Donald Trump de comprar a Groenlândia reacendeu um debate histórico sobre a expansão territorial dos Estados Unidos. Apesar de soar improvável nos dias atuais, a ideia não é inédita: ao longo de sua história, o país incorporou áreas estratégicas por meio de acordos financeiros com outras nações.
Desde os primeiros anos após a independência, em 1776, os Estados Unidos adotaram diferentes estratégias para crescer territorialmente, como guerras, tratados diplomáticos e a compra direta de territórios. Esse movimento esteve ligado a interesses econômicos, militares e geopolíticos, muitas vezes justificados por conceitos como o “destino manifesto” e a Doutrina Monroe.
O primeiro grande passo nesse sentido foi a Compra da Louisiana, em 1803. O então presidente Thomas Jefferson negociou com a França de Napoleão Bonaparte a aquisição de um vasto território por US$15 milhões. A área praticamente dobrou o tamanho do país e garantiu aos americanos o controle do rio Mississippi e do porto de Nova Orleans, fundamentais para o comércio.
Territórios incorporados após guerra com o México
Décadas depois, a expansão ocorreu às custas do México. Após a guerra entre os dois países, encerrada em 1848, os Estados Unidos pagaram US$15 milhões pela chamada Cessão Mexicana, que inclui regiões como Califórnia, Texas, Novo México, Arizona, Nevada e Utah.
Embora formalmente tratada como venda, historiadores apontam que a negociação só aconteceu após a derrota militar mexicana, o que marca um dos episódios mais controversos da expansão americana.
La Mesilla e a ferrovia do sul
Em 1853, os EUA voltaram a negociar com o México na chamada Venda de La Mesilla. O acordo envolveu uma faixa menor de território, hoje parte do Arizona e do Novo México, adquirida por US$10 milhões. O principal objetivo era viabilizar a construção de uma ferrovia transcontinental pelo sul do país.
O Alasca: da crítica ao ativo estratégico
Outra aquisição marcante foi a Compra do Alasca, em 1867, quando os Estados Unidos adquiriram o território da Rússia por US$7,2 milhões. À época, a decisão foi duramente criticada pela imprensa, que classificou o negócio como desperdício de dinheiro público.
Com o passar dos anos, a descoberta de ouro, petróleo e o valor estratégico da região, especialmente durante a Guerra Fria, transformaram o Alasca em um ativo central para o país.
A última compra territorial
A última aquisição territorial feita pelos Estados Unidos ocorreu em 1917, com a compra das Ilhas Virgens Americanas da Dinamarca por US$25 milhões. O interesse estava ligado à segurança naval durante a Primeira Guerra Mundial e ao controle de rotas marítimas no Caribe.
A Groenlândia no centro do debate atual
Atualmente, a proposta de Donald Trump de adquirir a Groenlândia enfrenta resistência tanto da Dinamarca quanto da população local. Ainda assim, o episódio reforça como a compra de territórios faz parte da própria construção histórica dos Estados Unidos.
Leia Mais no Bacci Notícias:
