Depois de dois anos consecutivos com forte presença na maior premiação do cinema mundial, cresce a expectativa sobre a possibilidade de o Brasil voltar a aparecer na próxima edição do Academy Awards. A participação recente do país reacendeu o interesse do público brasileiro pela cerimônia e abriu espaço para novos filmes nacionais entrarem na disputa em 2027.
Depois de dois anos consecutivos com forte presença na maior premiação do cinema mundial, cresce a expectativa sobre a possibilidade de o Brasil voltar a aparecer na próxima edição do Academy Awards. A participação recente do país reacendeu o interesse do público brasileiro pela cerimônia e abriu espaço para novos filmes nacionais entrarem na disputa em 2027.
Em 2025, o longa Ainda Estou Aqui fez história ao conquistar a primeira estatueta do Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional e também garantir uma indicação inédita a Melhor Filme. A produção ainda colocou Fernanda Torres na disputa por Melhor Atriz, repetindo um feito alcançado décadas antes por sua mãe, Fernanda Montenegro.
No ano seguinte, o país voltou à premiação com O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. O filme concorreu em quatro categorias e marcou outro momento inédito para o cinema nacional ao garantir a primeira indicação brasileira a Melhor Ator, com Wagner Moura. Mesmo sem levar estatuetas na cerimônia de 2026, o longa manteve o Brasil em destaque no evento.
Caminho até o Oscar passa por festivais
Para que um filme brasileiro consiga disputar o Oscar de 2027, especialistas apontam que a qualidade da obra, por si só, não é suficiente. A visibilidade internacional é considerada um dos fatores mais importantes, especialmente por meio da participação em grandes festivais de cinema.
Foi assim com Ainda Estou Aqui, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Veneza, e com O Agente Secreto, exibido e premiado no Festival de Cannes. Esses eventos funcionam como vitrine para a indústria cinematográfica e ajudam a impulsionar campanhas internacionais.
Filmes brasileiros já começam a aparecer no radar
Entre as produções brasileiras que podem ganhar projeção internacional está Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton. O filme foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Berlim e venceu o prêmio de Melhor Filme na mostra Generation Kplus, dedicada a produções voltadas ao público infantojuvenil.
A trama acompanha Gugu, um garoto de 11 anos interpretado por Yuri Gomes, que vive com a avó Dilma, papel de Teca Pereira. Com o avanço do Alzheimer da avó, o menino passa a enfrentar o risco de ser obrigado a voltar a morar com o pai. O ator Lázaro Ramos também integra o elenco.
Outro filme que estreia em festivais é Yellow Cake, que teve lançamento programado no Festival Internacional de Cinema de Roterdã. O longa é estrelado por Tânia Maria e apresenta uma narrativa ambientada em um Brasil fictício afetado por doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, onde cientistas estrangeiros chegam ao sertão da Paraíba para tentar erradicar o problema.
A atriz também está confirmada no filme A Adoção, novamente dirigido por Allan Deberton. As filmagens começaram em 2026 e a estreia está prevista apenas para 2027, o que pode levar o longa a disputar espaço no Oscar de 2028.
Campanha internacional também pesa na disputa
Além da presença em festivais, outro fator decisivo para chegar ao Oscar é o investimento em distribuição e divulgação internacional. Campanhas para premiações exigem recursos elevados e o apoio de distribuidoras com presença global.
O caso de O Agente Secreto é apontado como exemplo. O longa contou com o apoio da distribuidora Neon, que se interessou pelo projeto após sua exibição em Cannes e ajudou a impulsionar sua campanha no circuito internacional.
Com novos filmes surgindo e maior atenção da indústria ao cinema brasileiro, especialistas avaliam que o país pode continuar presente nas próximas edições do Oscar, desde que consiga manter visibilidade internacional e apoio para campanhas globais.
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