O coreógrafo Carlinhos de Jesus foi diagnosticado com bursite trocantérica e tendinite bilateral nos glúteos, condições que afetam os dois quadris. Segundo especialistas, as doenças não costumam ser incapacitantes e têm tratamento, geralmente com fisioterapia, repouso e uso de anti-inflamatórios.
O histórico de décadas de dança pode ter contribuído para o desgaste da articulação. Em casos mais graves, quando há evolução para artrose, pode ser necessária cirurgia de prótese. Apesar da gravidade, médicos avaliam que o prognóstico é positivo e que Carlinhos poderá voltar a andar normalmente com o controle da inflamação e fortalecimento muscular.
O coreógrafo Carlinhos de Jesus foi diagnosticado com bursite trocantérica e tendinite bilateral nos glúteos, condição que afeta os dois quadris.
Comunicado aos fãs
Carlinhos postou um relato do que ele tem, no Instagram, e acalmou o público.
“Mas fiquem tranquilos, estou me cuidando”, afirmou o coreógrafo.

O que é a bursite trocantérica?
A doença é caracterizada por um processo inflamatório na região lateral do quadril, onde há uma bursa, pequena bolsa com líquido que age como amortecedor entre ossos, músculos e tendões.
Quando inflamada, provoca dor intensa, especialmente ao caminhar, subir escadas ou deitar de lado. Apesar do incômodo, especialistas destacam que a bursite trocantérica, isoladamente, não costuma ser incapacitante. Caso o paciente esteja em cadeira de rodas, a causa pode estar associada a outras comorbidades.
Tendinite e impacto da dança

Carlinhos de Jesus com cadeira de rodas (reprodução redes sociais)
Já a tendinite ocorre pela inflamação dos tendões, atingindo com frequência o glúteo médio, músculo essencial para a estabilidade e o equilíbrio da bacia.
O problema geralmente é consequência de esforço repetitivo e sobrecarga da região. Especialistas alertam que movimentos de impacto e dança, podem contribuir para o problema.
Nesse sentido, décadas dedicadas à dança podem ter contribuído para o desgaste enfrentado por Carlinhos.
Existe cura?
Tanto a bursite quanto a tendinite têm tratamento e, na maioria dos casos, apresentam boa resposta clínica.
O protocolo inicial é conservador, envolvendo fisioterapia, repouso relativo e medicamentos anti-inflamatórios. Em situações mais graves, quando há evolução para artrose, desgaste da cartilagem do quadril, pode ser necessária a artroplastia, cirurgia que substitui a articulação por uma prótese.
Tempo de recuperação
A duração do tratamento varia conforme o nível da inflamação e a resposta de cada paciente.
Perspectivas para Carlinhos
Apesar do diagnóstico, o prognóstico é considerado positivo. A bursite e a tendinite, por si só, não costumam deixar o paciente permanentemente em cadeira de rodas.
A recuperação dependerá do controle da inflamação, do fortalecimento muscular e, se necessário, de intervenção cirúrgica.