O assassinato brutal de Emanuelly, 6, choca Campo Grande. O suspeito, Marcos Willian, 20, amigo da família, atraiu a menina, violentou e matou. Após o crime, passou a tarde com o pai da vítima, fingindo ajudar. O corpo foi encontrado enrolado em um cobertor, dentro de uma banheira. Marcos morreu em confronto com a polícia.
Os detalhes do assassinato brutal de Emanuelly Victoria Souza Moura, de apenas 6 anos, têm chocado Campo Grande e todo o país. O principal suspeito, Marcos Wilian Teixeira Timóteo, de 20 anos, amigo da família e conhecido pelo apelido de “Gordinho”, foi visto em câmeras de segurança levando a menina para uma casa na Vila Carvalho, onde o corpo foi encontrado enrolado em um cobertor e escondido dentro de uma banheira infantil, debaixo da cama.
O crime aconteceu na última quarta-feira (27), e a frieza do suspeito choca ainda mais. Após matar a criança, Marcos passou a tarde inteira ao lado do pai da vítima, trabalhando como se nada tivesse acontecido.
“Jamais desconfiei dele, porque ele tem uma filha da idade da Emanuelly. Conhecíamos a esposa, a filha… já trabalhamos juntos. Comecei a ficar em choque quando começaram a procurar minha filha. Cheguei a ligar para ele perguntando da Manu, porque já tinha visto nas câmeras ele saindo com ela. Ele passou a tarde comigo, mesmo após ter matado minha filha”,
disse, abalado, o pai Deivide Bernarde.
A família só percebeu que Emanuelly estava desaparecida à noite. A tia da menina, Kenya Panteleão, contou que todos acreditavam que a pequena estava com ela.
“Por volta das 20h, o pai dela me perguntou se eu não ia levar a Manu embora. Foi quando disse que não estava comigo. Na hora, chamei um carro de aplicativo e fui para a casa dos pais dela. Começamos a pedir imagens de câmeras de segurança e, em uma delas, vimos o Marcos levando a minha sobrinha”, relatou a tia, emocionada.
As imagens mostram que, por volta das 8h35 da manhã, Marcos foi até a casa da menina, chamou Emanuelly no portão e ofereceu algo. Por ser conhecido da família, a criança o seguiu sem medo.
Após denúncias, equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar foram até o endereço do suspeito. A casa estava abandonada, mas, durante a vistoria, os agentes encontraram uma banheira infantil escondida debaixo da cama, com um grande volume enrolado em um cobertor marrom e amarrado com fita adesiva. Lá estava o corpo da menina.
Segundo a Polícia Civil, o corpo apresentava sinais de violência sexual e estrangulamento. A suspeita é de que Marcos pretendia transportar o corpo para outro local.
O suspeito possuía um histórico criminal grave, com passagens por cárcere privado e estupro de vulnerável. Ele estava foragido da Justiça e foi localizado na manhã de quinta-feira (28), na região da Cachoeira do Inferninho, saída para Rochedo.
Durante a abordagem, Marcos atirou contra os policiais do Grupo de Operações e Investigações (GOI), que reagiram. Ele foi baleado, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
A mãe da criança, Patrícia Rayana, que está grávida, entrou em estado de choque ao receber a notícia da morte da filha e precisou ser amparada por familiares. Testemunhas relataram que os gritos de desespero da mãe ecoaram pelas ruas de Campo Grande.
A polícia trata o caso como homicídio qualificado e estupro de vulnerável. O inquérito segue em andamento para apurar se há outras pessoas envolvidas.