O novo documentário da Netflix sobre Suzane von Richthofen, ainda sem data oficial de estreia, trouxe à tona detalhes sobre os bastidores da produção. Suzane Von Richtofen, condenada pelo assassinato dos pais teria recebido pelo menos R$ 1 milhão para participar do projeto, por um contrato de exclusividade. Além da remuneração,  Suzane teve influência direta na construção do conteúdo exibido, incluindo decisões sobre a abordagem e os personagens presentes. Especialistas apontam que esse tipo de remuneração ocorre apenas em situações específicas, como acordos diretos para entrevistas. A produção ainda não teve a data de lançamento divulgada pela plataforma.

Suzane von Richthofen || Reprodução: Redes Sociais
Suzane von Richthofen || Reprodução: Redes Sociais

O documentário da Netflix sobre Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002, ainda não tem data de estreia definida, mas já teve detalhes de bastidores revelados. A ex-detenta teria recebido pelo menos R$ 1 milhão para participar da produção.

A informação foi divulgada durante o programa Melhor da Tarde pelo jornalista Léo Dias. O valor teria sido pago em um contrato de exclusividade para que Suzane apresentasse sua versão dos fatos. “Eu falo porque tenho propriedade: menos de R$ 1 milhão não foi”, afirmou.

Ainda conforme o programa, esta não seria a primeira vez que Suzane obtém benefícios ao conceder entrevistas. O colunista Thiago Pasqualotto relembrou que, em outras ocasiões, ela já teria recebido vantagens e até bens materiais ao falar sobre o crime.

Participação direta na produção

Além do valor recebido, Suzane também teria atuado diretamente na construção do documentário. A apresentadora Chris Flores afirmou que a condenada participou de decisões importantes relacionadas ao conteúdo exibido.

Segundo ela, Suzane influenciou a edição e os temas abordados, além de não autorizar a participação do irmão, Andreas von Richthofen. “Ela não agiu só como uma entrevistada. Ela decidiu muitas coisas”, disse Chris Flores.

Informações de bastidores indicam que o documentário apresenta Suzane em diferentes momentos, incluindo cenas em que aparece sorridente e imagens finais que mostram um recomeço ao lado do filho. A ausência de Andreas na produção teria sido uma decisão da própria Suzane.

Como funcionam produções de true crime

Produções do gênero true crime, como documentários, filmes e séries, costumam utilizar informações de domínio público, como processos judiciais, reportagens e livros. Nesses casos, não há obrigatoriedade de pagamento às pessoas retratadas.

O roteirista Raphael Montes, responsável pelos filmes sobre o caso Richthofen, afirma que Suzane não recebeu valores nem participou da produção dessas obras, justamente por serem baseadas em documentos públicos.

Especialistas explicam que a remuneração pode ocorrer quando há acordo direto com o retratado, como em entrevistas exclusivas. Nesses casos, o pagamento é permitido, desde que respeite as regras legais, inclusive com autorização das autoridades responsáveis, quando necessário.

A advogada Erika Lenehr destaca que a legislação brasileira permite esse tipo de produção com base na liberdade de expressão, desde que não haja violação da intimidade ou da vida privada. Já o professor de direito Leonardo Aquino aponta que indenizações podem ocorrer apenas se houver uso indevido de imagem ou informações fora dos autos do processo.

Outro exemplo é a série Tremembé, da Amazon Prime Video, que retrata detentos conhecidos do país. De acordo com especialistas em propriedade intelectual, produções desse tipo não costumam envolver pagamento aos retratados, a menos que exista um contrato específico.

A Netflix não informou a data de estreia do documentário até o momento.

Leia mais no BacciNotícias:

Vídeos curtos

Mais lidas