Marina Lacerda, brasileira de 37 anos, falou publicamente pela primeira vez sobre seu envolvimento no caso envolvendo o pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein. Em coletiva de imprensa realizada no início de setembro, ela afirmou ser a pessoa identificada como “vítima menor de idade número um” em um processo federal contra Epstein de 2019 e ter fornecido informações importantes que ajudaram as autoridades a avançar na investigação.
Marina Lacerda, brasileira de 37 anos, falou publicamente pela primeira vez sobre seu envolvimento no caso envolvendo o pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein. Em coletiva de imprensa realizada no início de setembro, ela afirmou ser a pessoa identificada como “vítima menor de idade número um” em um processo federal contra Epstein de 2019 e ter fornecido informações importantes que ajudaram as autoridades a avançar na investigação.
Em entrevista ao Fantástico neste domingo (28), Marina detalhou o primeiro contato com Epstein, que ocorreu quando ela tinha 14 anos e procurava oportunidades de trabalho. Na época, ela trabalhava em três empregos para sustentar a família.
Ela relatou que foi levada por uma amiga à mansão do empresário para uma sessão de massagem. “Ele tinha um quarto escuro, sem janelas, com uma cama e uma prateleira cheia de cremes”, disse Marina.
Ela contou ainda que Epstein se apresentou e começou a conversar sobre sua vida pessoal. Não demorou para que as ‘massagens’, no entanto, evoluíssem para abusos sexuais. “Naquele tempo eu pensei ‘gente, ele não está me tocando, não tem nada de errado’. Mas as coisas começaram a piorar, e evoluiu para outras coisas.”, declarou.
Marina tornou-se uma das principais testemunhas na investigação e esteve presente em uma coletiva com outras vítimas, pedindo que o Congresso americano aprove uma lei que obrigue a divulgação de todos os documentos relacionados ao caso.
Quem era Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein foi um financista americano que ganhou notoriedade por sua ligação com uma rede de exploração sexual de menores. Ele iniciou a carreira como professor de matemática, mas construiu sua fortuna no mercado financeiro, estreitando relações com figuras públicas como Bill Clinton, Donald Trump, o príncipe Andrew e diversas celebridades internacionais.
Entre 2002 e 2005, segundo acusações, Epstein oferecia dinheiro a jovens para visitarem suas propriedades e realizar atos sexuais, além de recrutarem outras garotas. Mais de 250 vítimas foram identificadas ao longo das investigações.
Investigação e prisão
A primeira investigação começou em 2005, após denúncias em Palm Beach, na Flórida. Epstein chegou a alegar que acreditava que as vítimas tinham 18 anos e que os encontros eram consensuais. Em 2008, ele se declarou culpado por exploração sexual de menores e cumpriu 13 meses de prisão.
Em 2019, o financista foi preso novamente por abuso de menores e por operar uma rede de exploração sexual. Epstein morreu na prisão em agosto de 2019, em um caso que a autópsia concluiu como suicídio. Dois dias antes, havia assinado um testamento com patrimônio estimado em mais de US$ 577 milhões.
Mesmo após sua morte, as investigações continuam, com promotores e advogados buscando responsabilizar outros envolvidos e garantir indenizações às vítimas.
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