Luís Carlos dos Santos, de 57 anos, apontado como “testa de ferro” do PCC, foi morto em confronto com a Polícia Militar dentro de um condomínio de luxo em Campinas (SP). A ação fez parte da Operação Off White, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro da facção. Durante o cumprimento de mandados, ele reagiu à abordagem e foi baleado. Um sargento da PM também ficou ferido, mas passa bem. Na casa, foram apreendidos R$ 300 mil, armas e documentos. Luís Carlos era suspeito de atuar como laranja em negócios milionários ligados ao tráfico e à ocultação de bens do grupo criminoso.

Saiba quem é o 'testa de ferro' do PCC morto em confronto com a polícia dentro de condomínio de luxo
Saiba quem é o 'testa de ferro' do PCC morto em confronto com a polícia dentro de condomínio de luxo

Luís Carlos dos Santos, de 57 anos, apontado como “testa de ferro” do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi morto nesta quinta-feira (30) em um confronto com a Polícia Militar dentro de um condomínio de luxo em Campinas, interior de São Paulo. A ação faz parte da Operação Off White, deflagrada pela PM e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção.

Segundo a polícia, os agentes foram até o sobrado de Luís Carlos para cumprir mandados de busca e apreensão quando foram recebidos a tiros. Durante o confronto, um sargento da PM foi baleado no ombro, socorrido e levado ao Hospital de Clínicas da Unicamp, onde passou por cirurgia e não corre risco de morte.

De acordo com o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), o suspeito chegou a fingir que se renderia, mas tentou fugir pela varanda e voltou a atirar contra os policiais. Ele foi atingido e morreu no local. Na casa, os agentes apreenderam quatro armas de fogo, mais de R$ 300 mil em cédulas e moedas, além de recibos, cheques, celulares e uma máquina de contar dinheiro.

As investigações apontam que Luís Carlos e o filho, Rafael Luís dos Santos, atuavam junto com Maurício Silveira Zambaldi, o “Dragão”, e Vanessa Janizelo Zambaldi em um esquema milionário de lavagem de capitais do PCC. O grupo teria usado um imóvel de R$ 3 milhões em Campinas para ocultar dinheiro ilícito, registrando a transação por um valor muito abaixo do real para simular legalidade.

O Ministério Público afirma que Luís Carlos agiu “de forma consciente” como laranja para distanciar o filho das operações e ocultar o verdadeiro titular dos valores. Maurício Zambaldi, apontado como o líder do grupo e um dos principais financiadores da facção, já estava preso desde agosto, acusado de bancar um plano do PCC para matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco de Campinas.

A Operação Off White cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Campinas, Mogi Guaçu e Artur Nogueira. Entre os alvos, estão empresários, agiotas, influenciadores digitais e dois dos maiores traficantes de drogas do país. A Justiça também determinou o bloqueio de 12 imóveis de luxo e de valores em contas bancárias.

A ação é um desdobramento das operações Linha Vermelha e Pronta Resposta, que já haviam revelado planos do PCC para eliminar autoridades do Ministério Público. A nova fase investiga a rede financeira usada pela facção para movimentar milhões de reais em atividades ilícitas.

 

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