A jovem Lívia Pereira da Silva foi morta em Itinga, no Maranhão, após fazer sinais de facção durante uma live nas redes sociais. Dois adolescentes foram apreendidos pela Polícia Militar e confessaram o crime, motivado pela rivalidade entre grupos criminosos. Com os infratores, a polícia recuperou a arma utilizada no homicídio e veículos roubados.

Lívia Pereira da Silva  -Reprodução: Redes Sociais
Lívia Pereira da Silva -Reprodução: Redes Sociais

Lívia Pereira da Silva, de 18 anos, era uma figura conhecida na região de Itinga, no Maranhão, devido à sua presença nas redes sociais. A jovem costumava compartilhar sua rotina e produzir conteúdos em vídeo com frequência, mantendo seu perfil atualizado, especialmente em registros feitos ao lado de amigas.

O desfecho trágico e as circunstâncias violentas do crime causaram profunda dor entre moradores e familiares, que agora buscam preservar a imagem da jovem. Segundo informações, diante da repercussão do caso, os parentes teriam optado pelo afastamento das redes sociais como medida de segurança.

Jovem é assassinada após fazer sinal de facção em live com amigas; veja vídeo

Jovem é assassinada após fazer sinal de facção em live com amigas – Reprodução: Redes Sociais

Como tudo aconteceu

Durante uma live, o grupo de amigas teria feito gestos associados a uma facção criminosa, o que desencadeou ameaças imediatas por meio de mensagens de celular. Pouco tempo depois, um criminoso invadiu a residência onde elas estavam e efetuou diversos disparos, atingindo Lívia fatalmente no pescoço e ferindo uma das amigas que também estava no local.

Assista o vídeo:

A prisão dos suspeitos

Dois adolescentes suspeitos de participação no homicídio foram presos. Durante as diligências, a polícia apreendeu um revólver, munições, porções de entorpecentes e duas motocicletas, sendo que uma delas possuía registro de roubo e teria sido utilizada na fuga após o atentado. As imagens das câmeras de segurança da residência registraram o momento da invasão e auxiliaram na identificação dos criminosos.

De acordo com o tenente-coronel Emerson, comandante do CPAI-3, um dos menores confessou o crime e afirmou que o objetivo era executar as três jovens que apareciam na live. O oficial detalhou que as apreensões ocorreram em pontos distintos da cidade, incluindo a residência do pai de um dos adolescentes envolvidos, onde foram encontrados o capacete e o veículo reconhecidos por testemunhas.

Os suspeitos e os materiais apreendidos foram encaminhados às autoridades para a formalização do auto de infração, enquanto a Polícia Civil segue com as investigações para apurar se houve ordem superior de alguma facção para o ataque.

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