Mesmo diante da expectativa de que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) termine com um placar de 4 a 1 pela condenação, a defesa já prepara suas próximas estratégias. Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, nem tudo está perdido, e o plano é apresentar recursos que possam levar o caso para ser reavaliado pelo plenário do Supremo.
Mesmo diante da expectativa de que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) termine com um placar de 4 a 1 pela condenação, a defesa já prepara suas próximas estratégias. Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, nem tudo está perdido, e o plano é apresentar recursos que possam levar o caso para ser reavaliado pelo plenário do Supremo.
Estratégia
O advogado afirmou que a defesa vai entrar não apenas com embargos de declaração, mas também com embargos infringentes. Este último recurso, que pode levar a ação ao plenário do STF, é o foco da estratégia. Paulo Cunha Bueno explicou que, embora o Supremo só aceite os embargos infringentes quando há dois votos pela absolvição, a defesa buscará uma brecha na decisão.
“Sabemos que deve haver só um voto pela absolvição, mas entendendo que a proporcionalidade no plenário, pelo menos 4 votos, pode gerar a discussão se na turma um voto pode ser o suficiente”, disse o advogado.
Prisão domiciliar
Em relação a uma eventual prisão, a defesa vai aguardar o trânsito em julgado do processo, ou seja, quando todos os recursos forem analisados e a decisão se tornar definitiva, para então solicitar a prisão domiciliar. O advogado pontuou que, na visão da defesa, o ex-presidente preenche todos os requisitos para obter esse benefício.
