O cometa interestelar 3I/Atlas chamou a atenção da comunidade científica ao apresentar um brilho muito maior que o esperado enquanto se aproximava do Sol. A observação direta da Terra foi prejudicada em outubro, pois o cometa passou atrás da estrela, obrigando os pesquisadores a utilizarem satélites de monitoramento solar.
O cometa interestelar 3I/Atlas chamou a atenção da comunidade científica ao apresentar um brilho muito maior que o esperado enquanto se aproximava do Sol. A observação direta da Terra foi prejudicada em outubro, pois o cometa passou atrás da estrela, obrigando os pesquisadores a utilizarem satélites de monitoramento solar.
Os cientistas Qicheng Zhang, do Observatório Lowell, e Karl Battams, do Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos, acompanharam o cometa usando os instrumentos dos satélites STEREO-A, SOHO e GOES-19, que registraram imagens contínuas durante a aproximação do 3I/Atlas ao periélio — ponto em que o corpo celeste esteve mais próximo do Sol.
Conforme o estudo, publicado em pré-print na plataforma arXiv, o brilho do cometa aumentou consideravelmente à medida que ele se aproximava do Sol, chegando a duas vezes a luminosidade típica de cometas comuns. Essa intensidade maior de luz sugere alterações na superfície ou na composição do corpo celeste.
Além disso, observações indicam que a luz emitida pelo 3I/Atlas tem tons mais azulados, possivelmente devido a gases e poeira liberados, enquanto partes da poeira parecem avermelhadas, possivelmente por moléculas de cianogênio e amônia. Embora ainda não haja confirmação sobre o motivo exato do aumento do brilho, pesquisadores acreditam que fatores como composição química, velocidade e características adquiridas ao longo da trajetória do cometa possam explicar o fenômeno.
O cometa teve sua maior aproximação do Sol em 29 de outubro. Nos próximos meses, ele deve emergir de trás da estrela, permitindo que observadores na Terra acompanhem sua passagem com mais clareza.
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