O SBT divulgou uma nota à imprensa na tarde desta quinta-feira (14) para comentar as declarações feitas pelo apresentador Ratinho contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

SBT se pronuncia após fala transfóbica de Ratinho contra Erika Hilton

O SBT divulgou uma nota à imprensa na tarde desta quinta-feira (14) para comentar as declarações feitas pelo apresentador Ratinho contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

Durante seu programa exibido na quarta-feira (11), o comunicador fez comentários considerados transfóbicos direcionados à parlamentar. Após a repercussão, a emissora afirmou que as falas não representam o posicionamento institucional da empresa.

Em comunicado, o canal declarou repudiar qualquer forma de discriminação.

“O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores.”

Comentários no programa

Durante a atração, o apresentador criticou a escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados do Brasil, cargo para o qual a parlamentar havia sido eleita no mesmo dia, apesar da resistência de setores do Centrão e de partidos de direita.

Na ocasião, Ratinho questionou o fato de uma mulher trans assumir a presidência da comissão e mencionou diretamente a identidade de gênero da deputada. Em um dos trechos, afirmou: “Ela não é mulher, ela é trans.”

O apresentador também declarou que, em sua avaliação, o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero. “Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, disse.

Em outro momento do programa, Ratinho afirmou: “Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, declaração que gerou reação de espectadores e parlamentares ligados à esquerda.

Caso foi levado ao Ministério Público

Após as declarações, a deputada Erika Hilton protocolou um pedido de investigação no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

No documento, apresentado nesta quinta-feira (12), a parlamentar solicita a abertura de inquérito policial e pede que o apresentador seja investigado pelas declarações feitas em seu programa.

A representação foi registrada no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do órgão.

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