A Secretaria de Saúde do Espírito Santo investiga uma contaminação biológica em massa no Hospital Santa Rita, em Vitória. Até agora, 26 funcionários foram infectados e oito seguem internados, três em UTI.  Há 10 novos casos suspeitos entre pacientes e acompanhantes.

As causas ainda são apuradas, mas as suspeitas recaem sobre o sistema de água, ar-condicionado ou superfícies contaminadas. O Lacen/ES analisa amostras para identificar o agente causador.

Secretaria de Saúde investiga contaminação biológica em massa em hospital público
Secretaria de Saúde investiga contaminação biológica em massa em hospital público

A Secretaria Estadual de Saúde do Espírito Santo (Sesa) investiga uma contaminação biológica em massa registrada no Hospital Santa Rita, em Vitória. Até este sábado (25), 26 funcionários foram diagnosticados com a infecção, oito seguem internados, sendo três em UTI. Além disso, dez novos casos suspeitos foram identificados entre pacientes e acompanhantes, que apresentaram sintomas semelhantes aos dos profissionais infectados.

Segundo o secretário da Sesa, Tyago Hoffmann, os novos pacientes estão sendo monitorados e passaram por coleta de sangue, urina e exames pulmonares. “Essas pessoas apresentaram sintomas semelhantes aos dos funcionários que foram infectados. O número pode aumentar, e isso já acende um alerta ainda maior para a secretaria”, afirmou em entrevista à TV Gazeta.

A principal hipótese é de que a contaminação tenha origem ambiental, possivelmente relacionada ao sistema de água ou de ar-condicionado do hospital. Amostras de água, ar, roupas de cama e materiais hospitalares foram enviadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/ES), que realiza testes com quase 300 tipos de patógenos para identificar a causa da infecção. O resultado deve sair até o fim da próxima semana.

Funcionários e pacientes em estado grave

Entre os casos confirmados, 19 profissionais precisaram ser internados. O mais grave é o de uma técnica de enfermagem de 49 anos, que está entubada na UTI. Segundo o marido da paciente, os sintomas começaram em 15 de outubro.

“Ela começou com tosse, febre e dores no corpo. Tudo evoluiu muito rápido. Foi da enfermaria para a UTI, e logo depois precisou ser entubada. O pulmão dela está muito comprometido”, relatou.

Os principais sintomas observados nos pacientes incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, dificuldade para respirar e alterações na saturação e frequência cardíaca.

Medidas e investigação

O Hospital Santa Rita informou que mantém as atividades normais e que nenhuma cirurgia foi cancelada, embora alguns profissionais tenham optado por adiar procedimentos eletivos. A unidade é referência em tratamento oncológico, o que preocupa as autoridades devido à presença de pacientes com baixa imunidade.

A Vigilância Sanitária Estadual acompanha o caso e reforçou os protocolos de segurança em outras unidades da Grande Vitória. Hospitais como Unimed Vitória e Vitória Apart passaram a exigir o uso obrigatório de máscaras em todas as áreas assistenciais e estão monitorando funcionários que estiveram no Santa Rita.

O secretário Tyago Hoffmann afirmou que, após a confirmação da origem da infecção, será aberta uma auditoria interna para apurar eventuais falhas da unidade.

“Nós vamos apurar se houve alguma falha do hospital, se houve demora na identificação ou se isso contribuiu para a piora do quadro clínico dos pacientes”, declarou.

Situação monitorada

De acordo com Hoffmann, não houve novos registros de contaminação desde 22 de outubro, mas as equipes continuam em alerta.

“Estamos tomando todas as medidas para garantir a segurança de profissionais, pacientes e acompanhantes. Estamos lidando com um hospital de referência, e precisamos agir com o máximo de rigor”, afirmou.

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