O secretário da Polícia Civil do RJ, Felipe Curi, classificou o Comando Vermelho como “organização narcoterrorista”, que usa “táticas de guerrilha” e “armas de guerra”. Em balanço da Operação Contenção (a mais letal do RJ), Curi negou excesso policial, afirmando que o Rio vive uma “guerra” e se tornou centro do narcotráfico nacional.
Em uma coletiva de imprensa, realizada nesta sexta-feira (31), pela Cúpula da Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, o secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, tratou o Comando Vermelho como uma “organização narcoterrorista“.
“Essas organizações são narcoterroristas e têm que ser tratadas como tal. Elas usam táticas de guerrilha, determinam execuções de desafetos e de agentes públicos, impõem regras às comunidades e promovem terror com drones, granadas e armas de guerra”, disse.
No balanço feito pelo secretário da Operação Contenção, realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, [ele afirmou que] não houve força de excesso policial e que o enfrentamento foi ‘à altura das ameaças’. Para Curi, a polícia do Rio de Janeiro enfrenta uma guerra diária.
“As polícias do Rio de Janeiro enfrentam uma realidade que nenhuma polícia do mundo enfrenta. O que vivenciamos não é mais trabalho de polícia, é uma guerra. Tudo aquilo que alertamos há cinco anos se concretizou. O Rio virou o centro de comando do narcotráfico nacional”.
Detalhes da megaoperação
A megaoperação é considerada a mais letal da história do estado, com mais de 100 mortos (132 mortes segundo o Ministério Público e 121 segundo o governo do Rio). Ao todo, 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar foram mobilizados.
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