O segurança David Ferreira, de 45 anos, foi preso nesta segunda-feira (27) em Arujá, na Grande São Paulo. Ele é acusado de agredir o empresário Paulo Vinícius dos Santos, de 35 anos, em frente a uma adega em Guarulhos. A vítima ficou desacordada na calçada por quase duas horas e morreu dias depois por traumatismo craniano. Ferreira, que estava foragido, afirmou à polícia que não teve intenção de matar e apenas revidou uma agressão. O caso é investigado como homicídio pela Polícia Civil.
O segurança David Ferreira, de 45 anos, foi preso nesta segunda-feira (27) em Arujá, na Grande São Paulo. Ele é suspeito de agredir o empresário Paulo Vinícius dos Santos, de 35 anos, em frente a uma adega em Guarulhos. A vítima ficou desacordada na calçada e morreu dias depois, em decorrência de traumatismo craniano.
O crime aconteceu na madrugada do último domingo (19). Câmeras de segurança registraram o momento em que Paulo Vinícius discute com um homem e leva um soco no rosto. Ele cai de costas, entre dois carros, e permanece inconsciente por quase duas horas sem receber socorro.
As imagens mostram ainda que, cerca de dez minutos após a agressão, David e outro homem arrastam o empresário para um recuo da calçada, escondendo o corpo da vista de quem passava. Segundo a irmã da vítima, Caroline Martins dos Santos, os agressores também teriam retirado os documentos dele, o que dificultou o atendimento.
“Eles foram ainda mais cruéis. Tiraram ele do local e jogaram num ponto mais escondido, impedindo que alguém o socorresse. Além disso, tiraram os documentos, o que impediu a identificação imediata”, afirmou Caroline.
Um cliente que deixava o local quase duas horas depois acionou o Samu e o Corpo de Bombeiros. O empresário foi levado ao Hospital Municipal de Guarulhos sem identificação e, mais tarde, transferido para uma unidade particular. O quadro dele piorou ao longo da semana, e ele morreu na sexta-feira (24).
Suspeito afirmou que não teve intenção de matar
A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Ferreira, que era considerado foragido. Ele foi localizado após a Polícia Militar receber a informação de que estava em um escritório de advocacia em Arujá. O suspeito foi levado para a delegacia de Guarulhos, onde o caso é investigado.
Segundo a polícia, o segurança afirmou que não teve intenção de matar e que apenas revidou uma agressão. O advogado de defesa, Rodrigo César Trigo, disse que aguardará o avanço das investigações antes de se pronunciar.
A Adega Imperium, onde o crime ocorreu, lamentou o caso em nota e informou que está colaborando com as autoridades. O delegado Halisson Ideião, responsável pela investigação, disse que além do homicídio, a polícia apura se houve furto dos documentos da vítima.
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