Cinco atletas da seleção brasileira masculina de flag football foram afastados após o vazamento de mensagens atribuídas ao grupo com conteúdo considerado misógino e violento. O caso gerou forte repercussão nos bastidores do esporte e levou à abertura de procedimentos internos por parte da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA). Equipes ligadas aos jogadores também anunciaram medidas cautelares.
A seleção brasileira masculina de flag football afastou cinco atletas após o vazamento de mensagens atribuídas aos jogadores que continham comentários de teor misógino e violento. O caso provocou uma crise na modalidade justamente em um momento de crescimento internacional do esporte, que fará sua estreia nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
Os atletas envolvidos são João Pedro Chermont, Vitor Paiva, Nicolas Quadro, Matheus Duarte de Oliveira, conhecido como “Viza”, e Felipe Aymoré. Todos integravam a equipe nacional e eram considerados titulares da seleção.
As mensagens que vieram à tona incluem ofensas direcionadas a atletas da seleção feminina, profissionais da comissão técnica e integrantes da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA). Nas conversas atribuídas ao grupo aparecem comentários depreciativos sobre mulheres, termos ofensivos e referências a agressões físicas. Em alguns trechos divulgados, também há menções consideradas violentas contra pessoas ligadas à modalidade.
De acordo com informações obtidas pelo Bacci Notícias, as mensagens atribuídas aos atletas circulavam em um grupo de WhatsApp mantido pelos jogadores. O caso veio à tona após a então namorada de um dos envolvidos ter acesso ao conteúdo das conversas e denunciar o material. Nos bastidores da modalidade, também há relatos de que a descoberta ocorreu após suspeitas de uma traição durante um torneio disputado no Panamá, episódio que teria levado à exposição das mensagens.
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O conteúdo atribuído ao grupo reúne comentários sobre a aparência física de mulheres ligadas ao esporte, avaliações de cunho sexual, ofensas e mensagens consideradas misóginas. As conversas também incluem referências a agressões contra mulheres, o que ampliou a repercussão do caso e motivou a adoção de medidas cautelares por parte de entidades e equipes envolvidas com a modalidade.
Na esfera esportiva…
A repercussão levou à abertura de procedimentos internos e ao afastamento cautelar dos atletas. Procurada, a CBFA afirmou que não comentará detalhes do caso neste momento. Em nota, a entidade declarou: “A CBFA não tem nada a manifestar neste momento. Eventuais procedimentos relacionados ao tema tramitam sob sigilo, razão pela qual a Confederação não irá comentar, confirmar ou detalhar qualquer informação.”
O Vasco Almirantes, equipe pela qual atuam João Pedro Chermont e Vitor Paiva, também anunciou medidas imediatas. Em comunicado oficial, o clube informou: “Diante disso, os envolvidos serão preventivamente afastados de todas as atividades da equipe enquanto aguardam a conclusão dos trabalhos da comissão disciplinar.”
A Flag Kings, clube de Matheus Duarte de Oliveira, adotou postura semelhante. A equipe informou que cumprirá integralmente as medidas cautelares determinadas pela entidade responsável pela modalidade e destacou que o afastamento preventivo não representa conclusão antecipada sobre o caso.
O episódio acontece a poucas semanas do Campeonato Mundial de Flag Football, marcado para agosto, na Alemanha, e coloca a seleção brasileira no centro de uma das maiores controvérsias já registradas na história recente da modalidade no país.
Mais sobre flag football
O flag football é uma versão do futebol americano disputada sem os tradicionais contatos físicos de alta intensidade. Em vez de derrubar o adversário para encerrar a jogada, os defensores precisam retirar uma das fitas (“flags”) presas à cintura do jogador que está com a bola. A modalidade tem registrado crescimento nos últimos anos em diversos países e ganhou ainda mais visibilidade após ser confirmada no programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, quando fará sua estreia olímpica.
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