Sete meses após o desaparecimento e a morte de quatro amigos de São Paulo que viajaram ao Paraná para cobrar uma dívida, o caso segue sem solução definitiva. Até o momento, ninguém foi preso, e os principais suspeitos continuam foragidos.
Sete meses após o desaparecimento e a morte de quatro amigos de São Paulo que viajaram ao Paraná para cobrar uma dívida, o caso segue sem solução definitiva. Até o momento, ninguém foi preso, e os principais suspeitos continuam foragidos.
O crime ocorreu em agosto de 2025, na cidade de Icaraíma, no noroeste do estado. As vítimas foram vistas pela última vez no dia 5, quando foram até a região para cobrar cerca de R$ 255 mil relacionados à venda de uma propriedade rural.
Desde então, o caso passou a ser tratado como uma execução premeditada.
Emboscada e ocultação de provas
As investigações apontam que os quatro homens foram atraídos para uma emboscada e mortos a tiros. A suspeita é de que mais de uma pessoa tenha participado da ação.
Os corpos foram encontrados apenas 45 dias depois, enterrados em uma área de mata. Próximo ao local, a polícia localizou a caminhonete usada pelas vítimas, escondida em uma espécie de bunker subterrâneo, com marcas de disparos e vestígios de sangue.
A forma como o crime foi executado e a tentativa de ocultação reforçaram a hipótese de planejamento prévio.
Suspeitos seguem foragidos
Os principais suspeitos do crime são um pai e um filho, apontados como responsáveis pela dívida que motivou o encontro. Mandados de prisão chegaram a ser expedidos, mas, sete meses depois, eles continuam foragidos.
A Polícia Civil não descarta a participação de outros envolvidos, o que pode ter dificultado o avanço das investigações e a localização dos suspeitos.
Investigação sem desfecho
Apesar das evidências reunidas ao longo dos meses, o caso ainda apresenta lacunas importantes. A motivação financeira é considerada a principal linha de investigação, mas outras hipóteses também foram analisadas.
O sigilo em torno do inquérito limita a divulgação de detalhes, o que contribui para a falta de respostas concretas até agora.
Familiares das vítimas seguem cobrando respostas e criticam a demora na resolução do caso. Desde o desaparecimento, parentes relatam angústia diante da falta de prisões e de um desfecho para o crime.
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