A Polícia Civil de Goiás (PCGO) apontou Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, como um serial killer em Rio Verde (GO). Ele foi preso após o assassinato de uma jovem. Na delegacia, ele confessou ser o autor de, pelo menos, mais três assassinatos e dois casos de violência sexual.

Ele se vestia de gari para facilitar a aproximação das vítimas durante a madrugada
Ele se vestia de gari para facilitar a aproximação das vítimas durante a madrugada

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) apontou Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, como um serial killer em Rio Verde (GO). Ele foi preso após o assassinato de uma jovem. Na delegacia, ele confessou ser o autor de, pelo menos, mais três assassinatos e dois casos de violência sexual.

O que mais chocou os investigadores foi o padrão utilizado do criminoso. A polícia acredita que Rildo voltava sempre ao local para acompanhar de perto a repercussão do próprio crime. Investigadores apontam que o homem sentia um prazer quase sexual em ver as pessoas comentando de um crime que apenas ele sabe os detalhes. A situação é basicamente a mesma relatada pelo Maníaco do Parque, que foi preso em São Paulo.

Modus operandi 

Os crimes de Rildo tinham como alvo mulheres expostas durante a madrugada, geralmente indo para o trabalho ou em situação de rua. Para abordar as vítimas, o suspeito usava um uniforme de gari, o que facilitava a aproximação.

O crime que levou à prisão de Rildo foi o assassinato da auxiliar de produção Elizangela Silva de Souza, de 26 anos. Câmeras de segurança flagraram Elizangela caminhando para o trabalho ao lado de Rildo, sendo esta a última gravação da jovem com vida. O corpo foi encontrado no dia seguinte em um terreno baldio, com sinais de espancamento. O laudo da perícia apontou a prática de violência sexual contra a vítima.

Crueldade

Em depoimento, Rildo confessou outros crimes brutais ligados a vingança ou revolta. Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos, foi morta no início de julho. O corpo da vítima foi carbonizado. De acordo com o homem, após agredir Monara, ele jogou uma cama-box por cima dela, ateou fogo e subiu em cima do móvel para segurá-la até queimar “o máximo possível”.

Alexânia Hermógenes Carneiro, conhecida como Lessi, foi assassinada após o homem descobrir que a vítima havia supostamente comprado drogas em nome dele. O crime pode ter ligação com o caso de outra mulher, que sobreviveu a um ataque em maio deste ano, quando foi violentada e teve o corpo incendiado.

Frieza 

Em depoimento à Polícia Civil, Rildo alegou ouvir vozes, dizendo sobre a necessidade de matar e praticar inúmeros tipos de tortura. No entanto, o delegado Adelson Candeo, responsável pelo caso, descartou qualquer transtorno psiquiátrico.

“Não há indícios de doenças psiquiátricas. É maldade pura”.

O criminoso admitiu que cometia os crimes para satisfazer um desejo pessoal e se desfazer das vítimas como se fossem lixo. A polícia interpreta a desfiguração dos corpos como uma necessidade de apagar a identidade das vítimas. A investigação, que contou com a localização do celular de Rildo para ligá-lo às cenas dos crimes, aponta que o suspeito morava em Salvador, na Bahia, até o fim do ano passado e pode ter cometido crimes com as mesmas características na capital. Além dos feminicídios, a lista de crimes praticados por Rildo ainda inclui assaltos.

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