O empresário Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, teve sua prisão pedida novamente pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após não pagar a fiança de R$ 25 milhões. A fiança foi uma das condições impostas pela Justiça para que ele e o diretor da Fast Shop, Mario Otávio Gomes, fossem soltos.

Fiança de R$ 25 milhões garante liberdade de Sidney Oliveira, mas valor ainda não foi pago (Foto: Divulgação/Ultrafarma)
Fiança de R$ 25 milhões garante liberdade de Sidney Oliveira, mas valor ainda não foi pago (Foto: Divulgação/Ultrafarma)

O empresário Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, teve sua prisão pedida novamente pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após não pagar a fiança de R$ 25 milhões. A fiança foi uma das condições impostas pela Justiça para que ele e o diretor da Fast Shop, Mario Otávio Gomes, fossem soltos.

Oliveira havia sido preso temporariamente no dia 12 de agosto, como parte de uma operação do MP-SP que investiga um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda do Estado. Na última sexta-feira (15), a Justiça concedeu a soltura do empresário, mas condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica e ao pagamento da fiança, o que não foi cumprido até o momento.

O advogado de Sidney Oliveira, Walfrido Warde, informou que seu cliente tem até esta sexta-feira (22) para realizar o pagamento.

Diretor da Fast Shop consegue suspender pagamento de fiança

Diferente de Sidney Oliveira, Mario Otávio Gomes conseguiu um habeas corpus na 11ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que suspendeu a obrigatoriedade do pagamento da fiança, também no valor de R$ 25 milhões. Gomes também foi um dos alvos da mesma operação que investiga o esquema de corrupção.

Outros investigados e medidas cautelares

A operação do MP-SP também tem como alvo os auditores fiscais Artur Gomes da Silva Neto, que teve sua prisão temporária prorrogada, e Marcelo de Almeida Gouveia, que teve a prisão preventiva mantida.

Além da fiança, o juiz Paulo Fernando Deroma De Mello impôs outras medidas cautelares a Sidney Oliveira, incluindo: comparecimento mensal em juízo; proibição de frequentar prédios da Secretaria da Fazenda e de manter contato com os demais investigados e testemunhas; e recolhimento domiciliar noturno.

Em nota, a Fast Shop e a Ultrafarma afirmaram que estão colaborando com as investigações. O advogado de Sidney Oliveira, Fernando Capez, disse que seu cliente já havia celebrado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o MP-SP, reconhecendo irregularidades tributárias e parcelando os valores devidos, que estão sendo pagos.

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