O site feminista Jezebel contratou “bruxas” no Etsy para lançar uma maldição contra Charlie Kirk, morto a tiros em um evento universitário nos EUA. O artigo foi publicado dois dias antes do crime e gerou polêmica. Após a repercussão, o portal afirmou repudiar qualquer forma de violência política. Kirk, líder da Turning Point USA, foi um dos principais defensores da tese de fraude eleitoral e apoiador da invasão ao Capitólio.
Um episódio inusitado marcou a repercussão da morte do ativista de extrema-direita Charlie Kirk, baleado durante um evento na Universidade Utah Valley, na última quarta-feira (10/6). O site feminista Jezebel revelou ter contratado “bruxas” pela plataforma Etsy para lançar uma maldição contra Kirk, conforme artigo publicado em 8 de setembro, dois dias antes do crime.
No texto, intitulado “Nós pagamos algumas bruxas do Etsy para amaldiçoar Charlie Kirk”, a autora descreveu o influenciador como um dos “pontos negativos” da internet. “Talvez seja a obsessão dele em dizer às mulheres o que fazer, ou sua cabeça agressivamente grande, mas a presença do podcaster de extrema-direita é mais irritante do que a maioria”, escreveu. O artigo questionava ainda se o leitor gostaria de “punir Kirk pelos anos de retórica retrógrada”.
Após a morte de Kirk, o site acrescentou uma nota de esclarecimento:
“Esta matéria foi publicada em 8 de setembro. O Jezebel condena o atentado contra Charlie Kirk da forma mais veemente possível. Não apoiamos, incentivamos ou justificamos qualquer tipo de violência política.”
O episódio repercutiu ainda mais devido às imagens do atentado. Ao menos três vídeos circulam nas redes sociais, mostrando o momento em que Kirk é atingido por um disparo, cerca de 20 minutos após o início de sua fala no campus. Segundo autoridades, o tiro partiu de um prédio a 200 metros de distância.
Charlie Kirk, de 30 anos, era casado com uma ex-Miss Arizona e pai de dois filhos. CEO e fundador da organização conservadora juvenil Turning Point USA, ele foi um dos principais divulgadores da teoria de fraude eleitoral nos Estados Unidos e entusiasta das manifestações que culminaram na invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.
