Uma mulher que sobreviveu ao massacre ocorrido em Bondi Beach, em Sydney, na Austrália, virou alvo de críticas nas redes sociais após criar uma campanha de financiamento coletivo para recuperar objetos pessoais perdidos durante o ataque. O episódio aconteceu no último domingo (14) e resultou na morte de 15 pessoas, além de deixar outras 42 feridas.

Sobrevivente do ataque em Bondi Beach, na Austrália, Tara Burns foi alvo de críticas nas redes sociais após criar uma vaquinha online para repor a bolsa e o celular perdidos durante a fuga em meio ao massacre que deixou 15 mortos. Foto: Reprodução.
Sobrevivente do ataque em Bondi Beach, na Austrália, Tara Burns foi alvo de críticas nas redes sociais após criar uma vaquinha online para repor a bolsa e o celular perdidos durante a fuga em meio ao massacre que deixou 15 mortos. Foto: Reprodução.

Uma mulher que sobreviveu ao massacre ocorrido em Bondi Beach, em Sydney, na Austrália, virou alvo de críticas nas redes sociais após criar uma campanha de financiamento coletivo para recuperar objetos pessoais perdidos durante o ataque. O episódio aconteceu no último domingo (14) e resultou na morte de 15 pessoas, além de deixar outras 42 feridas.

Tara Burns, mãe solo, contou que estava na praia comemorando o aniversário de cinco anos da filha quando o ataque começou. Em meio à correria para escapar da violência, ela perdeu a bolsa e o celular. Pouco depois, criou uma vaquinha online alegando dificuldades financeiras para repor documentos e o aparelho, especialmente às vésperas do Natal.

A iniciativa, no entanto, gerou forte repercussão negativa, principalmente no TikTok, onde Tara divulgou o pedido de ajuda. Internautas classificaram a atitude como insensível e desproporcional diante da gravidade da tragédia. Muitos apontaram que famílias estavam lidando com perdas irreparáveis, enquanto a sobrevivente buscava doações para bens materiais.

“Há pessoas tentando arrecadar dinheiro para funerais, enquanto ela pede ajuda por causa de uma bolsa”, escreveu uma usuária. Outros destacaram que a perda de objetos é mínima diante da morte de vítimas no ataque.

Parte do público defende a mulher

Apesar das críticas, parte do público saiu em defesa de Tara. Alguns usuários afirmaram que ela também foi vítima de um episódio traumático e que ninguém tem o direito de julgar como alguém reage após vivenciar uma situação extrema. Defensores argumentaram ainda que pedir ajuda não diminui a gravidade do ocorrido nem desrespeita as vítimas fatais.

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