A Polícia Civil deflagrou, nesta semana, uma grande operação para apurar homicídios e uma tentativa de assassinato ligados ao tráfico de drogas na região de Vale Encantado, em Vila Velha, no Espírito Santo. A ação, batizada de “Encanto Quebrado”, resultou na prisão de um sobrinho de um traficante, acusado de ser o autor da morte de Ronaldo Silva Polínário, assassinado em setembro deste ano
A Polícia Civil deflagrou, nesta semana, uma grande operação para apurar homicídios e uma tentativa de assassinato ligados ao tráfico de drogas na região de Vale Encantado, em Vila Velha, no Espírito Santo. A ação, batizada de “Encanto Quebrado”, resultou na prisão de um sobrinho de um traficante, acusado de ser o autor da morte de Ronaldo Silva Polínário, assassinado em setembro deste ano
Segundo a Polícia Civil, ele era dependente químico e cometia furtos de baixa complexidade na área para sustentar o vício. A prática, ainda de acordo com a apuração policial, teria desagradado traficantes que atuam na comunidade, resultando na execução do homem. Ronaldo foi arrastado e morto na localidade conhecida como “Pinicão”, um ponto sob influência de facções, com histórico de violência associada ao narcotráfico.
Durante coletiva, o delegado que conduz a investigação afirmou que furtar em territórios dominados pelo tráfico equivale, na lógica das facções, a “assinar a própria sentença de morte”. A declaração reforça a brutalidade da punição paralela imposta pelo crime organizado nesses espaços.
De acordo com a polícia, o susepito, apontado como sobrinho de um chefe da facção, havia fugido de uma abordagem da Polícia Militar anteriormente. Com o homem, foram apreendidas duas armas de fogo. Uma delas teve resultado positivo em exame de balística, conectando o armamento ao assassinato de Ronaldo.
Além desse caso, o investigado também é suspeito de envolvimento na morte de outra vítima, identificada como André Luiz Gomes Avancini, assassinada no mesmo mês, e em uma tentativa de homicídio registrada em agosto. Segundo a Polícia Civil, André Luiz tinha histórico de passagens pela polícia, o que pode indicar disputas, dívidas ou violações de regras impostas pelo narcotráfico.
O caso segue sob sigilo parcial, e a Polícia Civil trabalha para robustecer o conjunto de provas que permita o indiciamento de todos os envolvidos na trama de punição do tráfico.
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