O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o fechamento da sala-cofre utilizada pela CPMI do INSS e proibiu o acesso aos dados do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro armazenados no local. A decisão também ordena que a Polícia Federal retire os equipamentos para realizar uma nova análise dos arquivos, separando informações pessoais de materiais que possam ser utilizados na investigação.

Daniel Vorcaro (Foto: Reprodução)
Daniel Vorcaro (Foto: Reprodução)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou que ninguém tenha acesso aos dados armazenados na sala-cofre da CPMI do INSS relacionados ao banqueiro Daniel Bueno Vorcaro.

Na decisão, o magistrado ordenou que a medida seja cumprida imediatamente para preservar o sigilo de informações consideradas de caráter privado.

“Determino, com efeitos imediatos, que ninguém tenha acesso ao material armazenado na sala-cofre da CPMI do INSS referente aos equipamentos e documentos apreendidos do investigado Daniel Bueno Vorcaro”, escreveu o ministro.

Além da proibição de acesso, André Mendonça também determinou que a Polícia Federal retire todos os equipamentos do local para realizar uma nova triagem dos dados.

Segundo o ministro, o objetivo é separar conteúdos que dizem respeito exclusivamente à vida privada do investigado, evitando que esse material seja compartilhado com os integrantes da comissão parlamentar.

Mensagens pessoais entre os dados

Entre os conteúdos já identificados nos aparelhos de Daniel Bueno Vorcaro estão mensagens trocadas com a ex-noiva, a modelo e influenciadora Martha Graeff.

De acordo com a defesa da influenciadora, a divulgação de trechos dessas conversas representaria uma violação da intimidade.

Em nota assinada pelo advogado Lúcio de Constantino, a defesa afirmou que Martha Graeff estaria sendo vítima de “grave violência” por conta da exposição de mensagens privadas.

O comunicado também afirma que a influenciadora não mantém relacionamento com Daniel Bueno Vorcaro há meses e que ela não possui qualquer envolvimento em irregularidades investigadas.

Dados enviados à comissão

A CPMI do INSS investiga suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

Segundo o presidente da comissão, o senador Carlos Viana, o colegiado recebeu apenas uma pequena parte dos documentos relacionados à quebra de sigilo do banqueiro.

De acordo com ele, mais de 400 gigabytes de dados foram enviados para análise da Polícia Federal, mas a comissão teve acesso a apenas cerca de 1 gigabyte de material.

Parte dessas informações teria origem em dados armazenados em nuvem de aparelhos do investigado, disponibilizados por empresas de tecnologia após autorização judicial.

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