Juliana Cristina Pinheiro dos Santos, conhecida como “Jhu do Pará” e apontada como gerente estratégica do Comando Vermelho (CV), foi presa nesta segunda-feira (29) durante uma megaoperação integrada que cumpre mandados no Rio de Janeiro e Pará. Investigações revelaram que ela atuava como elo entre o núcleo fluminense da facção e operações no Pará, disseminando imagem de “gestão inteligente” do crime.
Juliana Cristina Pinheiro dos Santos, conhecida como “Jhu do Pará” e apontada como gerente estratégica do Comando Vermelho (CV), foi presa nesta segunda-feira (29) durante uma megaoperação integrada que cumpre mandados no Rio de Janeiro e Pará. Investigações revelaram que ela atuava como elo entre o núcleo fluminense da facção e operações no Pará, disseminando imagem de “gestão inteligente” do crime.
Operação integrada prende 12 pessoas no RJ
A ação conjunta envolveu forças policiais do Rio e do Pará, cumprindo 12 mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão em Gardênia Azul e Cidade de Deus, na zona oeste carioca.
Moradores relataram tiroteios nas primeiras horas da operação. Agentes apreenderam armas, sequestraram veículos usados como barricadas e alteraram itinerários de diversas linhas de ônibus.
Ligação com o Pará e marketing do crime
Segundo reportagem do Metrópoles, Juliana foi classificada como gerente da facção, atuando como elo entre as operações no Rio e no Pará. Ela mantinha presença nas redes sociais com fotos ostentando símbolos armamentistas do CV, em estratégia de fortalecimento de imagem. Informações apontam que ela exercia “marketing do crime”, promovendo e reforçando a narrativa de eficiência e poder da organização.
Estrutura do CV em Jacarepaguá
As investigações apontam que o CV vinha expandindo seu domínio em áreas antes controladas por milícias, e Juliana teria participação ativa nos comandos territoriais da região de Jacarepaguá.
Mesmo preso desde 2023, outro líder chamado “GL” era apontado como figura estratégica na rede, mantendo influência por meio de mensagens e comando remoto.
Impacto urbano e repercussão
Durante a operação, ônibus foram sequestrados, linhas de transporte foram desviadas e o trânsito sofreu alterações significativas.
A análise de mídia e redes sociais revela que a facção vinha investindo pesado em relações públicas criminosas para inspirar temor e controle simbólico sobre territórios.
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